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Camargo Corrêa Entra em Nova Fase Após Venda de Ações na Motiva e InterCement

Camargo Corrêa Entra em Nova Fase Após Venda de Ações na Motiva e InterCement

Camargo Corrêa Entra em Nova Fase

A antiga Camargo Corrêa, agora conhecida como Mover, está passando por mudanças significativas após a venda das suas participações na empresa de infraestrutura Motiva e na fabricante de cimento InterCement. Essas vendas são parte do plano da companhia para reorganizar seus ativos e equacionar dívidas.

Mudanças no Portfólio

Em menos de um ano, a Mover perdeu dois dos principais pilares que formavam o conglomerado: InterCement e Motiva. A venda da participação na Motiva é resultado de uma cláusula acionária do Bradesco BBI, que exigiu a recompra das ações da InterCement.

A InterCement foi vendida aos credores em 2024, enquanto a saída da Motiva está prevista para ser concluída nos próximos meses. Essas transações representam o encolhimento mais significativo na história de quase 90 anos do grupo.

Impacto Financeiro

Com essas vendas, a Mover enfrenta uma situação financeira delicada. No balanço mais recente, divulgado em 2025, a empresa registrou um passivo de R$3,59 bilhões e um patrimônio líquido negativo de R$935 milhões.

A companhia depende dos dividendos das suas participações para manter as operações. Em 2025, o caixa da Mover caiu em R$55,8 milhões, demonstrando a fragilidade financeira do grupo.

Novo Rumo

Após essas mudanças, a Mover se concentrará no mercado imobiliário e participações menores. A CCDI (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário) parece ser uma das principais fontes de receita para os negócios remanescentes.

O Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, também faz parte do portfólio da Mover. No entanto, essas empresas menores não têm a mesma escala que as operações anteriores e dificilmente poderão colocar a Mover no patamar anterior.

Conclusão

A saída de InterCement e Motiva representa uma nova fase para a Mover. O grupo agora se concentra em negócios menores, principalmente no setor imobiliário. Essas mudanças refletem a necessidade da empresa de reestruturar suas finanças após anos de expansão.

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