A Motiva, ex-CCR, está concentrando seus esforços na expansão por meio de aditivos contratuais e reequilíbrios de concessões, tanto no âmbito administrativo quanto judicial. Essas iniciativas são consideradas o ‘nível zero’ da estratégia da empresa para criar valor, segundo o presidente Miguel Setas, durante uma teleconferência com analistas na quinta-feira (29).
Como a Motiva planeja expandir sua atuação
O executivo destacou que, apesar de existirem oportunidades em leilões e no mercado secundário, estas são mais esparsas do que as conquistadas com os reequilíbrios contratuais. “Esse é o nível zero da nossa estratégia de crescimento, com lógica de criação de valor e prudência”, afirmou Setas.
A empresa também mantém conversas com potenciais parceiros estratégicos interessados em adquirir uma participação na plataforma de trilhos da Motiva. No entanto, o vice-presidente de finanças, Rodrigo Araújo, ressaltou que não há pressa para concluir qualquer negócio e que a prioridade atual é maximizar o valor da plataforma por meio do reequilíbrio dos contratos vigentes.
Impacto no bolso do leitor
Para o consumidor final, essas estratégias de expansão podem se traduzir em uma melhoria no transporte urbano e na mobilidade. Com a consolidação da plataforma de trilhos, há potencial para otimização dos serviços, possivelmente resultando em tarifas mais acessíveis ou maior eficiência nas linhas existentes.
Como isso pode me impactar?
Para investidores e cotistas de fundos que acompanham ações da Motiva, a estratégia focada em reequilíbrios contratuais pode gerar estabilidade no curto prazo, já que o mercado está passando por um período de volatilidade com juros elevados. No entanto, oportunidades de consolidação no mercado secundário podem surgir nos próximos trimestres, mas de forma menos frequente.
A Motiva também ressaltou que a plataforma de trilhos é considerada um “ativo único” e está buscando valorizar esse ativo antes de qualquer movimento de desalavancagem ou venda parcial.
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