As locadoras de veículos no Brasil estão planejando comprar um total de 700 mil automóveis até o final de 2026, superando a estimativa anterior de 600 mil unidades e também os 620 mil adquiridos em 2025. Essa projeção foi divulgada pela Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla) nesta quarta-feira. Com essa nova compra, a frota total das locadoras ultrapassará 1,8 milhão de veículos.
De janeiro até setembro deste ano, as locadoras já adquiriram cerca de 570 mil carros, o que sugere um ritmo acelerado de aquisições para atingir a meta do próximo ano. Esse aumento pode ser explicado por fatores como a demanda crescente por aluguel de veículos, especialmente em regiões urbanas e durante períodos de alta movimentação turística.
Como isso afeta o bolso do leitor
Essa expansão das locadoras pode impactar diretamente os consumidores. Com mais carros disponíveis no mercado, é possível que haja uma redução nos preços dos aluguéis e maior disponibilidade de veículos para diferentes perfis de clientes — como turistas, empresas de logística e até mesmo indivíduos que buscam alternativas ao financiamento de um carro próprio. Por outro lado, a expansão da frota pode também pressionar os preços no varejo se houver aumento na demanda por carros novos.
Setor de máquinas sofre com queda de 13,4% no faturamento
Enquanto as locadoras avançam, o setor de bens de capital mecânico enfrenta dificuldades. Segundo a Abimaq, que representa os fabricantes de máquinas, o faturamento acumulado entre janeiro e setembro deste ano caiu 13,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida total do setor somou R$ 201,1 bilhões nos primeiros nove meses de 2026.
A queda se deve tanto à desaceleração no mercado interno — impactada pela elevada taxa de juros — quanto ao menor desempenho nas exportações. A receita líquida interna caiu 15,8%, indicando uma desaceleração significativa na produção e venda de máquinas no Brasil.
Como isso pode me impactar?
Para quem investe em fundos que têm exposição ao setor industrial ou a empresas fabricantes de máquinas, essa queda no faturamento pode afetar o retorno dos investimentos. Já para quem depende de equipamentos mecânicos no dia a dia — como agricultores, construtores e indústrias —, os preços podem subir ou haver dificuldades na obtenção de novos modelos.
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