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Braskem: Vendas de químicos caem 18%, mas resinas crescem 9% no Brasil

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Braskem: Vendas de químicos caem 18%, mas resinas crescem 9% no Brasil

A Braskem (BOV:BRKM5), uma das maiores empresas petroquímicas do Brasil, divulgou na quinta-feira (29/10) que as vendas de seus principais produtos químicos no país recuaram 18% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o segmento de resinas teve um desempenho positivo, com crescimento de 9%, indicando uma dinâmica operacional diversificada entre os produtos da empresa.

Desempenho por segmentos

Os dados revelam uma divergência clara entre os setores. Enquanto a venda de químicos básicos sofreu retração, o aumento nas vendas de resinas e a melhora na utilização das unidades de eteno destacaram-se como pontos positivos para a operação doméstica.

O spread de resinas, que mede a diferença entre os preços de venda e os custos das matérias-primas, cresceu 5% no período. Essa métrica é essencial para avaliar a rentabilidade da indústria petroquímica.

Além disso, a taxa de utilização das unidades de eteno atingiu 69%, um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2025. Isso sugere uma maior eficiência na produção e no uso da capacidade industrial.

Impacto internacional

A Braskem também apresentou resultados variados fora do Brasil. No mercado norte-americano, as vendas recuaram 1%, enquanto, no México, houve crescimento de 9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa disparidade reforça a dependência da empresa das condições locais e das oportunidades comerciais regionais.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para investidores, os números refletem um cenário de desafios operacionais no Brasil e expectativas variadas em diferentes mercados. A evolução dos volumes vendidos, spreads petroquímicos e utilização das unidades industriais são indicadores importantes para avaliar a perspectiva de receita líquida, margens operacionais e geração de caixa da empresa.

Movimento nas ações

As ações preferenciais classe A da Braskem (BOV:BRKM5) registraram uma queda de 1,66% no início do pregão desta sexta-feira (30/10), negociadas a R$ 2,97. O movimento sugere pressão vendedora no mercado, embora o desempenho das ações também dependa de fatores como perspectivas setoriais e condições financeiras da empresa.

A Braskem atua em diversos mercados globais, incluindo Brasil, Estados Unidos, Europa e México. Seus produtos são utilizados em setores como embalagens, construção civil, automotivo, agronegócio e bens de consumo.

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