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Setor de alimentação fora do lar cresce 7,3% no primeiro trimestre de 2026

Fonte: Valor Econômico
Setor de alimentação fora do lar cresce 7,3% no primeiro trimestre de 2026

O setor de alimentação fora do lar teve um crescimento robusto de 7,3% em termos nominais entre janeiro e setembro de 2026, segundo o Índice de Desempenho do Foodservice (IDF), divulgado pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB). Essa expansão é um sinal positivo para a economia brasileira, especialmente em um momento em que muitos setores ainda se recuperam dos efeitos da pandemia. Apesar desse crescimento nominal, quando ajustado pela inflação, o aumento real foi de apenas 1,5%, refletindo a pressão constante sobre os preços ao consumidor.

O desempenho das mesmas lojas — que considera apenas estabelecimentos em operação nos dois períodos analisados — apresentou uma alta nominal de 4%, mas um recuo real de 1,8%. Isso demonstra que, embora o setor esteja crescendo, a inflação está dificultando a melhora da qualidade de vida dos consumidores. O volume total de transações subiu 3,5%, enquanto nas mesmas lojas esse aumento foi menor: 1,1%.

Em setembro, um destaque importante foi o tíquete médio, que aumentou de R$ 43,50 para R$ 44,20 — uma alta de cerca de 1,6%. Isso sugere que os consumidores estão dispostos a gastar mais por refeição, possivelmente em resposta à melhora da economia e ao aumento do poder aquisitivo.

O delivery continua sendo um dos pilares do setor, respondendo por 26,7% das vendas no mês. Esse crescimento está alinhado com a tendência global de consumo online, que se intensificou nos últimos anos, especialmente durante a pandemia e seu pós-pandemia.

Na comparação regional, o Nordeste foi o destaque do setor em setembro, com um crescimento nominal de 12,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Em seguida vieram o Norte (10,9%), Sudeste (7,4%), Sul (6,9%) e Centro-Oeste (4,2%). Essa variação regional pode estar ligada a fatores como a presença de grandes centros urbanos no Nordeste, que têm uma demanda elevada por serviços de alimentação fora do lar.

Além do setor principal, outros segmentos também registraram crescimento. A distribuição teve aumento nominal de 7,1%, a indústria avançou 6% e o setor de embalagens cresceu 7,8%. Esses números indicam que todo o ecossistema da alimentação fora do lar está em ascensão, com impactos positivos para a economia como um todo.

Como isso afeta o bolso do leitor

O aumento do tíquete médio e o crescimento de serviços de delivery significam que os consumidores podem enfrentar pressão nos gastos com alimentação fora do lar. Apesar disso, o setor está se mostrando resiliente e bem posicionado para continuar crescendo no longo prazo.

Como isso pode me impactar?

Para quem investe em ações de empresas ligadas ao setor de alimentação, como restaurantes ou distribuidoras, esses dados podem ser positivos. O aumento da demanda e o desempenho regional variado indicam que há espaço para crescimento contínuo nesse segmento.

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