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Cesta de Natal perde força: trabalhadores preferem vale-alimentação

Fonte: Valor Econômico
Cesta de Natal perde força: trabalhadores preferem vale-alimentação

A cesta de Natal continua sendo a opção mais comum oferecida pelas empresas para presentear funcionários, segundo um levantamento da Pluxee. No entanto, essa escolha não reflete o desejo dos próprios colaboradores: apenas 10% optariam por ela se tivessem a liberdade de escolher. A preferência geral está no crédito adicional no vale-alimentação, valorizado por 55% dos entrevistados.

O estudo ouviu 313 profissionais de RH e cerca de 3,1 mil trabalhadores em agosto de 2026. Entre as empresas que oferecem benefícios natalinos, a cesta foi mencionada por 25%, seguida pelo vale-presente (21%) e pelo crédito adicional no vale-alimentação (20%). Já os alimentos típicos do Natal, como peru ou chester, foram escolhidos por apenas 11%.

Ferdinando Gomes, gerente de pesquisa da Pluxee, explica que há um descompasso entre o que as empresas oferecem e o que os funcionários desejam. “O trabalhador prefere ter liberdade para decidir como usar o benefício”, afirma. Para ele, a maioria das empresas mantém a cesta por tradição, mesmo quando não há orçamento disponível.

Como isso afeta o bolso do leitor

A maioria dos trabalhadores que recebeu um vale-presente ou crédito adicional no vale-alimentação usou os recursos em supermercados, padarias e açougues. Segundo o levantamento, 82% gastaram a maior parte do saldo nesses locais, enquanto 59% disseram que o benefício ajuda a complementar o orçamento da ceia de Natal.

O custo médio estimado com presentes e outras despesas natalinas foi de R$ 760 por família. Gomes destaca que as empresas devem se atentar ao valor oferecido, já que o benefício pode ser um fator importante para reter colaboradores e aumentar a satisfação.

Como isso pode me impactar?

Se você trabalha em uma empresa que ainda não oferece benefícios natalinos ou prefere outras formas de presenteio, essa pesquisa mostra que há espaço para mudanças. Mais da metade dos trabalhadores (52%) não recebeu nada do empregador no último Natal, mas 80% afirmam sentir-se mais motivados ao ganhar uma lembrança.

A principal recomendação de Gomes é ouvir os funcionários antes de definir o formato e o valor do benefício. “O mais importante é ouvir os colaboradores sobre o que querem, porque isso faz diferença”, conclui.

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