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Fictor inicia reuniões para ajustar plano de recuperação judicial

Fonte: Valor Econômico
Fictor inicia reuniões para ajustar plano de recuperação judicial

A Fictor, empresa que tentou comprar o Banco Master — liquidado em novembro de 2025 após investigações por fraudes bilionárias —, iniciou uma série de reuniões semanais com credores para revisar seu plano de recuperação judicial. O objetivo é apresentar uma nova proposta de pagamento das dívidas, que deverá ser votada em assembleia geral de credores no dia 4 de dezembro.

A empresa já havia tentado um acordo na assembleia anterior, mas os credores optaram por adiar a votação para permitir a elaboração de uma proposta mais robusta. A Fictor pretende utilizar recebíveis do grupo, incluindo direitos creditórios vinculados ao Krispy Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), para quitar as dívidas estimadas em R$ 4,3 bilhões.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para o cidadão comum, essa negociação pode impactar indiretamente os investidores que possuem cotas no Krispy FIDC ou outros fundos ligados à Fictor. Caso a proposta seja aprovada e os ativos sejam liquidados para quitar as dívidas, há risco de perda de valor para esses investimentos.

Como isso pode me impactar?

Se você possui cotas em fundos de direitos creditórios ou fundos imobiliários que possam ser afetados pela recuperação judicial da Fictor, é importante acompanhar o andamento do processo. A liquidação dos ativos para quitar dívidas pode reduzir os retornos esperados.

O pedido de recuperação judicial da Fictor foi feito em fevereiro deste ano e aprovado em abril. O advogado Bruno Kondor, que representa parte dos credores, destacou que as reuniões semanais servirão para avaliar os ativos disponíveis, sua recuperabilidade e prazo de realização antes da votação final.

A viabilidade da proposta depende diretamente do valor e da qualidade dos ativos que a Fictor conseguir mobilizar. Se o plano for aprovado, os credores poderão ter uma chance de recuperar parte do dinheiro perdido em investimentos ou emprestimos feitos à empresa.

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