A Cnooc, maior produtora chinesa de petróleo no mar, teve um trimestre forte, impulsionada pela valorização das commodities energéticas, especialmente pelo conflito no Oriente Médio. A empresa registrou um lucro líquido de 33,3 bilhões de yuans (US$ 5 bilhões) nos três meses encerrados em setembro, um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida também cresceu 7,6%, atingindo 112,9 bilhões de yuans (US$ 16,9 bilhões). No acumulado dos primeiros nove meses de 2026, as vendas de petróleo e gás da Cnooc subiram 19,5%, apoiadas pela valorização das commodities energéticas.
O preço médio do petróleo vendido pela empresa subiu 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 86,32 por barril. Esse aumento também beneficiou outras grandes empresas estatais chinesas de energia como Sinopec e PetroChina, que registraram crescimento de dois dígitos no lucro líquido.
A Cnooc, que atua em exploração e produção de óleo e gás, refino e venda de derivados, fertilizantes e extração de gás natural, produziu 593,7 milhões de barris de óleo equivalente nos nove meses até setembro, um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse desempenho ocorre em meio aos esforços contínuos do governo chinês para fortalecer a segurança energética e aumentar a produção doméstica de hidrocarbonetos.
Como isso afeta o bolso do leitor
A alta nos preços do petróleo pode impactar diretamente o consumidor final, com aumento nos custos de combustíveis, transporte e produtos derivados. No Brasil, por exemplo, a elevação dos preços internacionais do petróleo pode influenciar os valores cobrados pela gasolina e diesel nas bombas, aumentando o orçamento familiar.
Como isso pode me impactar?
Investidores que possuem ações das empresas chinesas de energia podem ver valorização nos papéis com a alta dos preços do petróleo. Por outro lado, consumidores brasileiros podem sentir o efeito da inflação no custo de vida, especialmente em um contexto de já elevados índices de inflação.
A China também tem se preparado para mitigar os impactos da volatilidade internacional: estoques estratégicos confortáveis, transição acelerada para veículos elétricos e importações via gasodutos e oleodutos têm ajudado o país a absorver os choques de abastecimento.
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