A Fórmula 1, que até recentemente era vista como um esporte com pouca rentabilidade financeira, se tornou um dos negócios mais lucrativos do mundo. O caso da Mercedes é emblemático: em 2013, Toto Wolff comprou uma fatia de 33% da equipe por US$ 50 milhões. Hoje, o mesmo investimento valeria cerca de US$ 6 bilhões – um aumento de mais de 3.000%. Isso mostra como a categoria se transformou economicamente na última década.
Como a Fórmula 1 conseguiu esse crescimento?
A virada veio com a chegada da Liberty Media, uma empresa americana de mídia, que comprou a gestão comercial da Fórmula 1 em 2017. A Liberty não apenas aumentou as receitas do esporte, mas também promoveu uma reforma financeira: estabeleceu um teto de gastos para as equipes, limitando o orçamento anual a cerca de R$ 215 milhões.
Essa mudança fez com que os times parassem de competir pelo maior desperdício de recursos e passassem a buscar eficiência. Isso resultou em um aumento significativo nas receitas para as equipes, principalmente graças ao crescimento dos patrocínios e da venda de direitos de transmissão.
O impacto financeiro para as equipes
A Mercedes é o exemplo mais claro do sucesso dessa estratégia. Em 2013, a equipe fechou com um prejuízo de US$ 84 milhões. Hoje, ela gera US$ 168 milhões de lucro anual e tem uma margem de cerca de 20%. A maior parte desse faturamento vem de patrocínios – cerca de US$ 550 milhões – e dos prêmios em dinheiro que a Liberty distribui para as equipes com base nos resultados.
Outras equipes também se beneficiaram, embora de forma menos acentuada. A Red Bull, por exemplo, obteve um lucro de US$ 24 milhões no ano passado, enquanto a Alpine, apesar de ter tido prejuízo em 2024, conseguiu reduzi-lo para US$ 10 milhões em 2025. A Williams e a Aston Martin, por outro lado, ainda operam com déficit.
Como isso afeta o bolso do leitor?
O crescimento da Fórmula 1 não é apenas uma vitória financeira para os times; ele também impacta diretamente os fãs. Com mais patrocínios e investimentos, a categoria tem se tornado mais acessível ao público global. Isso inclui a expansão do número de corridas nos Estados Unidos – agora com eventos em Miami, Texas e Las Vegas – e o aumento da diversidade no espectador.
Além disso, o crescimento da receita da Liberty, que passou de US$ 1,8 bilhão em 2017 para US$ 3,8 bilhões atualmente, indica uma maior disponibilidade de recursos para investimentos em marketing e produção esportiva. Isso pode resultar em melhores transmissões, mais conteúdo digital e até novos formatos de entretenimento voltados ao público da Fórmula 1.
Como isso pode me impactar?
Para quem investe em ações de empresas ligadas à categoria – como a Ferrari ou outras montadoras que possuem equipes na Fórmula 1 – o crescimento financeiro da categoria pode trazer novas oportunidades. A valorização do setor também pode influenciar diretamente os patrocínios e as receitas das empresas, gerando mais lucro para seus acionistas.
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