A Cadence Minerals, uma empresa internacional especializada em mineração, concluiu recentemente os testes iniciais da sua nova planta de processamento de minério de ferro no estado do Amapá, Brasil. O comissionamento a quente, que ocorreu entre 23 de setembro e 23 de outubro de 2026, durou 30 dias — contra os 45 dias previstos — e foi um passo importante para o projeto de mineração Amapá.
Como a empresa está se preparando para produção?
A planta Azteca, que será operada pela DEV Mineração SA (DEV), processou cerca de 6.200 toneladas úmidas de ração durante os testes e produziu aproximadamente 2.800 toneladas úmidas de concentrado — o equivalente a cerca de 5.700 e 2.600 toneladas secas, respectivamente. A taxa de recuperação de massa foi de aproximadamente 45%, dentro do esperado para esse estágio.
O que significa isso para o mercado?
O projeto visa uma produção anual de cerca de 380 mil toneladas de concentrado com teor de ferro em torno de 65%. No entanto, essa meta depende da obtenção da Licença de Operação, do acesso a matéria-prima adequada e da eficiência operacional. A licença ainda está pendente e será analisada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Amapá (SEMA/AP), que recebeu os relatórios necessários em 29 de outubro.
Como isso afeta o bolso do leitor?
Para investidores, a conclusão dos testes e a possibilidade de início da produção antes do final de 2026 representam um sinal positivo para o setor mineral. Isso pode impactar os preços do minério de ferro no mercado internacional, influenciando indiretamente os custos de materiais para indústrias que dependem desse insumo.
Investimentos em infraestrutura e tecnologia
A DEV também está investindo em melhorias tecnológicas, como a instalação de um laboratório local de fluorescência de raios X (XRF), que permitirá análises rápidas do teor de ferro no concentrado. Além disso, obras de infraestrutura, como a reforma da ponte Pedra Branca do Amapari e acordos logísticos, estão em andamento para garantir o transporte eficiente do concentrado.
O que vem por aí?
A empresa também está planejando um Estudo de Viabilidade Definitivo para revitalizar mais amplamente a área de mineração no Amapá, com início previsto para 2027. O projeto completo conta com reservas comprovadas e prováveis de 195,8 milhões de toneladas de minério com teor médio de 39,34% de ferro.
Jota Finanças: Notícias, Análises e Educação Financeira.




