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Varejo paulista cria menos vagas em dezembro: impactos para trabalhadores e economia local

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Varejo paulista cria menos vagas em dezembro: impactos para trabalhadores e economia local

Varejo paulista cria 20,5 mil vagas no final do ano, mas é o pior resultado em seis anos

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que o varejo paulista criará cerca de 20,5 mil postos de trabalho com carteira assinada entre outubro e novembro. Essas vagas estão ligadas ao aumento da demanda para eventos como a Black Friday e o Natal, além do pagamento do décimo terceiro salário. No entanto, esse número representa o menor crescimento de empregos no período em seis anos.

Supermercados e lojas de vestuário lideram a geração de vagas

A maior parte das oportunidades (entre 60% e 65%) está concentrada em supermercados e lojas de vestuário. As funções mais demandadas são vendedor, atendente, operador de caixa e repositores. Esse crescimento temporário ocorre mesmo com o setor enfrentando desafios como a queda no faturamento real do varejo paulista, que caiu 6,1% até julho deste ano.

Crise de grandes empresas impacta empregos e gera desemprego

O número de vagas criadas não reflete otimismo. Em 2025, o aumento foi de 23,9 mil postos. A FecomercioSP aponta que a redução está ligada à crise de algumas grandes varejistas, como Casas Bahia, Ri Happy e Tok&Stok, que entraram com pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial para renegociar dívidas. Essas empresas tiveram que fechar lojas e reduzir contratações.

Nova regra de jornada de trabalho aumenta custos para empresas

Outro fator que pode impactar a geração de empregos é a nova regra de escala 6×1, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de folga remunerados por semana. Esse ajuste aumenta os custos operacionais das empresas, o que pode levar a uma maior cautela na hora de contratar.

Como isso afeta o seu bolso

Se você trabalha no varejo ou busca emprego nesse setor, a redução no número de vagas em relação aos anos anteriores pode dificultar a entrada no mercado. Empresas que enfrentam crises financeiras podem demitir funcionários mesmo com aumento temporário da demanda. Além disso, a nova regra de jornada de trabalho pode levar a ajustes salariais ou redução de postos, afetando diretamente o rendimento de quem trabalha nesse setor.

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