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Sustentabilidade e inovação na joalheria: como empresas se transformam para atender novas demandas

Fonte: Valor Econômico
Sustentabilidade e inovação na joalheria: como empresas se transformam para atender novas demandas

A pressão por mudanças no comportamento dos consumidores

A preocupação dos jovens com a sustentabilidade está redefinindo as estratégias das empresas. Para Andrea Bisker, futurista e fundadora da consultoria Spark:off, os negócios precisam alinhar suas práticas aos valores dos clientes. Na joalheria Carla Amorim, essa transformação envolve desde a origem dos materiais até o uso de ferramentas digitais para reduzir impactos ambientais.

O papel da responsabilidade na cadeia produtiva

Para Cristiane Meira, superintendente do Itaú Empresas, a inovação começa com a compreensão das necessidades operacionais. Na joalheria das irmãs Carla e Kelly Amorim, o foco está em escolher fornecedores de zonas livres de conflito e certificar os diamantes pelo Processo de Kimberley — um mecanismo internacional criado para evitar que diamantes brutos financiem guerras. Esse processo garante que as pedras usadas nas joias não sejam provenientes de regiões envolvidas em conflitos armados.

Iniciativas concretas: o Alquimia desde 2002

A joalheria Carla Amorim implementou a iniciativa Alquimia em 2002, permitindo que clientes troquem ouro de peças antigas por créditos para novas compras. Após análise e pesagem do material, o metal é reutilizado, reduzindo desperdícios e incentivando o consumo consciente. Esse modelo combina sustentabilidade com fidelização do cliente.

Como isso afeta o seu bolso (indiretamente)

Se você já comprou uma joia ou pensa em adquirir uma, a iniciativa Alquimia pode impactar sua experiência de compra. Ao reaproveitar materiais, a empresa reduz custos com insumos novos, que podem ser repassados para o consumidor em forma de descontos ou programas de fidelidade. Além disso, a certificação Kimberley e a transparência na origem dos diamantes podem influenciar a percepção de valor da peça, especialmente para quem prioriza ética no consumo.

O papel da capacitação em negócios

O Itaú Mulher Empreendedora, iniciativa do banco desde 2013, oferece treinamentos em gestão e liderança. Segundo um balanço de setembro de 2025, 72% das participantes relataram aumento no faturamento após o programa. Essa transformação reforça a importância de investir em capacitação para alinhar inovações com as demandas do mercado.

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