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Algas marinhas da UFRJ viram bioplástico e fertilizantes: como isso pode transformar a economia brasileira

Fonte: Valor Econômico
Algas marinhas da UFRJ viram bioplástico e fertilizantes: como isso pode transformar a economia brasileira

Inovação no Laboratório de Algas da UFRJ

O Laboratório de Bioquímica e Biotecnologia de Algas (LBB Algas), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está usando algas marinhas para criar produtos como bioplástico, fertilizantes e pigmentos naturais. Esses avanços podem impactar setores como alimentação, cosméticos e indústria química no Brasil.

Transformando algas em soluções industriais

A pesquisadora Anita Valle lidera projetos que buscam substituir corantes sintéticos por pigmentos naturais da espirulina. Um quilo de biomassa de alga produz cerca de 200 gramas desse pigmento, um rendimento superior ao de produtos importados da China. A tecnologia já foi testada na indústria cervejeira e pode ser usada em farmacêutica, cosméticos e têxteis.

Captura de carbono e biofertilizantes

Em parceria com a Petrobras, o laboratório desenvolveu um biofertilizante a partir da biomassa de algas que capturam dióxido de carbono (CO₂) em processos industriais. O produto está em testes agrícolas e pode ajudar a reduzir emissões de gases poluentes.

Bioplástico biodegradável e recuperação ambiental

Outro projeto utiliza algas para limpar águas da Baía de Guanabara e de aterros sanitários, gerando uma biomassa que vira bioplástico. Esse material se degrada rapidamente no ambiente e pode substituir plásticos convencionais em embalagens.

Desafios para escalar inovações

Apesar dos avanços, o principal obstáculo é o financiamento para validar tecnologias industrialmente. As patentes existem, mas falta recursos para testes comerciais e exportação de amostras. “O conhecimento já está aqui, mas precisamos transformar isso em indústria”, diz Anita Valle.

Como isso pode me impactar?

Se você trabalha com sustentabilidade ou investe em inovações verdes, a economia azul (que usa recursos marinhos para produtos de alto valor) pode abrir novas oportunidades. Empresas como Ambev e Petrobras já estão envolvidas, o que sugere crescimento no setor. Além disso, bioplásticos e fertilizantes feitos de algas podem reduzir custos em longo prazo para indústrias agrícolas e manufatureiras.

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