Previsão de faturamento recua, mas expectativa de crescimento anual
A Black Friday deste ano promete movimentar R$ 296,8 bilhões no varejo brasileiro durante o mês de novembro, segundo estimativas da IEMI – Inteligência de Mercado. Porém, esse valor representa uma queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a receita alcançou R$ 304,4 bilhões. Apesar da retração mensal, o acumulado do ano mostra sinais de recuperação: o faturamento esperado para 2026 é de R$ 3,43 trilhões, um aumento de 0,9%.
Impacto na moda e desafios de concorrência
O fim da chamada “taxa das blusinhas” – uma tributação federal sobre compras internacionais de até US$ 50 – é um dos fatores que influenciam o cenário. A medida, que entrou em vigor em agosto de 2024, foi extinta por decreto do presidente Lula em setembro deste ano. Agora, esses produtos são tributados apenas com ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Para a ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), isso cria desafios para o mercado nacional de moda, que precisa competir com importações.
Crescimento no varejo eletrônico
Entre os segmentos, o varejo eletrônico destaca-se: deve movimentar R$ 13,3 bilhões durante a Black Friday, um aumento de 20,7% em relação ao ano anterior. Esse crescimento reforça a tendência do consumo digital no Brasil, mas também evidencia a necessidade de condições justas para o setor local.
Como isso afeta o seu bolso?
Se você costuma comprar roupas ou eletrodomésticos durante a Black Friday, a queda no faturamento do varejo pode impactar os descontos oferecidos. Além disso, a eliminação da taxa sobre compras internacionais pode reduzir a competitividade dos lojistas brasileiros, potencialmente encarecendo produtos nacionais. Já o crescimento do varejo eletrônico mostra que os consumidores estão migrando para canais digitais, o que pode pressionar preços no longo prazo.
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