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Agentes de IA ameaçam lucros com publicidade em varejo: como Amazon e Walmart reagem

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Agentes de IA ameaçam lucros com publicidade em varejo: como Amazon e Walmart reagem

A revolução silenciosa dos agentes de IA no varejo

As gigantes do varejo, Amazon e Walmart, enfrentam um desafio inesperado: agentes de inteligência artificial que podem comprar produtos automaticamente. Ferramentas como o Muse da Meta estão mudando a forma como consumidores interagem com lojas online, colocando em risco receitas de publicidade que representam até 10% do faturamento dessas empresas.

Impactos no bolso dos varejistas

Para o Walmart, a parceria com a Meta é uma aposta estratégica. Ao permitir que agentes de IA operem em seu site, a empresa cria perfis vinculados às contas dos clientes, oferecendo controle sobre limites de gastos. Já a Amazon optou por bloquear ferramentas como o Muse e Comet, alegando riscos à segurança dos dados e ao modelo de negócios baseado em publicidade.

O dilema do varejo digital

A receita da Amazon com anúncios cresceu 11% no terceiro trimestre, mas o ritmo foi o menor em quatro anos. Especialistas veem essa mudança como uma evolução, não um colapso iminente. Empresas como Procter & Gamble e Nestlé já estão adaptando informações de produtos para facilitar a interação com agentes de IA.

O futuro do marketing no varejo

Consultorias preveem que a publicidade em varejo passará por uma transformação radical, com foco em dados específicos e modelos de licitação automatizados. “Os consumidores vão se adaptar, mas os varejistas precisam inovar”, diz Katherine Black da Kearney. A Amazon e o Walmart estão no centro dessa revolução, tentando equilibrar inovação com proteção dos lucros.

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