Preços de cacau e café caem em novas mínimas
Os contratos futuros do cacau na bolsa ICE recuperaram-se após atingirem a menor cotação em um mês, pressionados por estoques altos e expectativas de demanda fraca. O café arábica também chegou à mínima em mais de um mês. Em Nova York, o cacau fechou com alta de US$42 (0,8%) a US$5.456 por tonelada após cair para US$5.274 no dia anterior. Em Londres, permaneceu estável em £4.192 por tonelada.
Impactos na produção global e perspectivas para 2026/27
A maior fabricante de chocolate do mundo, Barry Callebaut, alertou que o mercado global encolheu 4,3% no ano até agosto, com contração de 3,2% no último trimestre. A empresa espera crescimento moderado em 2025. No entanto, a safra de cacau da Costa do Marfim (maior produtora) pode cair quase pela metade em 2026/27 por causa do El Niño e chuvas irregulares. O Equador (terceiro maior produtor) também sofrerá queda de cerca de 10% na mesma safra.
Como isso afeta o seu bolso?
Embora os investidores em fundos agrícolas possam sentir impacto direto, para a maioria dos brasileiros, a redução na produção global pode elevar preços de chocolate e produtos derivados nas prateleiras do supermercado. O desequilíbrio entre oferta e demanda também pode pressionar custos de alimentos em geral, especialmente se os efeitos do El Niño persistirem. Para quem compra café diariamente, a queda no preço do arábica pode ser um alívio temporário, mas a dependência de importações mantém o Brasil vulnerável a flutuações internacionais.
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