Totvs registra aumento na receita, mas enfrenta pressão sobre margens
A Totvs encerrou o terceiro trimestre de 2023 com um lucro líquido consolidado de R$ 237,9 milhões, representando uma alta de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o lucro líquido ajustado teve queda de 8,8%, caindo para R$ 237,2 milhões. Essa diferença se deve à piora no resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 124,9 milhões — um aumento de 375,3% em relação ao trimestre anterior.
A empresa explicou que a queda no lucro ajustado está ligada à alavancagem financeira decorrente da emissão de debêntures para financiar a aquisição da Linx. Isso reduziu o volume de caixa disponível, impactando os programas de recompra de ações.
Crescimento na receita e despesas operacionais em alta
A receita líquida da Totvs no trimestre foi de R$ 1,97 bilhão, um aumento anual de 34,9%. Foi o 31º trimestre consecutivo com crescimento orgânico acima de dois dígitos. O principal motor desse avanço foi a receita recorrente, que subiu 37% para R$ 1,8 bilhão. Já a receita não recorrente cresceu 9,5%, atingindo R$ 141 milhões.
No entanto, as despesas operacionais tiveram aumento de 37,8%, chegando a R$ 958,4 milhões no período. O Ebitda ajustado subiu 31,5% na comparação anual, para R$ 500,9 milhões, mas a margem Ebitda recuou 0,7 ponto percentual, ficando em 25,3%.
Dívida cresce e provisionamento reflete ciclo de crédito
A dívida líquida da empresa atingiu R$ 3,1 bilhões no trimestre. Esse aumento está relacionado ao programa de recompra de ações, pagamento de juros sobre o capital próprio e remuneração das debêntures.
Além disso, a provisão para perda esperada (PPE) representou 1,8% da receita líquida no trimestre, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao ano anterior. A Totvs atribuiu esse crescimento ao ciclo negativo de crédito no país.
Como isso afeta o seu bolso
Se você investe em ações da Totvs (TOTV3) ou fundos que incluem a empresa, a manutenção do lucro líquido e o crescimento da receita recorrente podem ser vistos como sinais positivos. No entanto, a elevação na dívida e a pressão sobre a margem Ebitda indicam riscos de volatilidade no curto prazo. Investidores que dependem de dividendos devem ficar atentos à capacidade da empresa de manter seus pagamentos com os níveis atuais de endividamento.
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