Ibovespa recupera terreno após alta de 1,23% com apoio internacional
O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou a quarta-feira (04/11) em alta de 1,23%, aos 167.563 pontos, interrompendo uma sequência de seis quedas consecutivas. A recuperação foi impulsionada pela vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA e pelo otimismo em Wall Street. O dólar futuro (BMF:DOLFUT) caiu 0,61%, cotado a R$ 5,485, enquanto o petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) despencou 8,08%, para US$ 95,23 por barril.
Expectativa pelo Copom e impactos no mercado brasileiro
O Comitê de Política Monetária (Copom) mantém o radar dos investidores com a expectativa de manutenção da Selic em 13,75%. No entanto, a deterioração das expectativas inflacionárias e o aumento do prêmio de risco continuam no centro do debate. A curva de juros futuros encerrou com queda forte, chegando a 40 pontos-base nos contratos DI, refletindo o alívio com os rendimentos dos títulos norte-americanos.
Impacto no bolso do investidor brasileiro
A recuperação do Ibovespa beneficiou ações de setores como mineração e finanças. A Vale (BOV:VALE3) subiu 3,49%, enquanto o BTG Pactual (BOV:BPAC11) avançou 5,96%. O movimento positivo no petróleo Brent também impactou negativamente a Petrobras (BOV:PETR4), que teve suas ações preferenciais entre as maiores baixas. Para o investidor comum, a queda do dólar e do petróleo pode reduzir custos de importação e pressionar para baixo os preços dos combustíveis.
Dados macroeconômicos e fluxo cambial
O Brasil teve geração líquida de 121.305 empregos em setembro, abaixo do esperado. O fluxo cambial mostrou entrada líquida de US$ 9,5 bilhões entre 26 e 30 de outubro. Investidores estrangeiros retiraram R$ 372 milhões no último dia útil de outubro, mas o saldo acumulado do mês permaneceu positivo em R$ 8,1 bilhões.
Jota Finanças: Notícias, Análises e Educação Financeira.




