Resultados do terceiro trimestre de 2026 da Suzano
A Suzano divulgou resultados positivos no terceiro trimestre de 2026, com crescimento significativo em receita e desempenho operacional. A empresa registrou uma receita líquida de R$ 16,51 bilhões, aumento de 36% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 5,67 bilhões, um avanço de 9%, com margem de 34%. Cerca de R$ 694 milhões desse valor vieram da Arbex, a joint-venture com a Kimberly-Clark.
O lucro líquido alcançou R$ 2,084 bilhões, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O presidente da Suzano, Beto Abreu, destacou que o quarto trimestre será o mais forte de 2026, com ganhos de eficiência esperados após a integração da Arbex.
Desafios e oportunidades na cadeia global de celulose
A Suzano observa um mercado de celulose de fibra curta com oferta apertada na China e outros mercados asiáticos. Incêndios florestais na Indonésia e uma interrupção na fábrica OKI 1 da concorrente Asia Pulp & Paper (APP) estão impactando a produção e os estoques.
“Os níveis de estoque do sistema APP estão abaixo dos níveis normalizados, com a maior parte dos relatórios mostrando um número abaixo de 15 dias,” afirmou Leonardo Grimaldi, diretor executivo do negócio de celulose da Suzano. Essa situação pode pressionar o equilíbrio entre oferta e demanda na região asiática nos próximos 5 a 10 dias.
Impactos para investidores no Brasil
A estabilidade da Arbex, que contribuiu com R$ 694 milhões ao Ebitda ajustado do terceiro trimestre, é um fator positivo para os investidores. A redução de custos de produção e a alavancagem estável em dólar são pontos estratégicos para a Suzano. No entanto, os desafios globais, como incêndios florestais e interrupções na produção, podem impactar os próximos resultados.
Como isso afeta o seu bolso (consumidores brasileiros)
Aceleração nos preços da celulose pode impactar indiretamente consumidores brasileiros que utilizam produtos de papel em sua rotina, como embalagens, higiene pessoal e papéis para escritório. No Brasil, a indústria de papel depende parcialmente de importações e variações globais nos custos de insumos. Aumentos na celulose podem levar a pressões sobre preços locais, especialmente em produtos que usam fibra curta.
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