Crise na Oncoclínicas eleva custos da Porto Saúde
A Porto Saúde, maior operadora de planos de saúde do Brasil, está enfrentando um aumento significativo nos custos operacionais após a instabilidade na rede de clínicas especializadas em oncologia, a Oncoclínicas. Segundo o presidente da companhia, Sami Foguel, o “colapso” no fornecimento de medicamentos por parte da Oncoclínicas forçou a Porto Saúde a redirecionar pacientes para outros prestadores, elevando gastos com tratamentos oncológicos.
Impactos financeiros e perspectivas futuras
O presidente explicou que os custos relacionados aos desvios de atendimento estão previstos para reduzir progressivamente a partir de outubro, mas o efeito negativo no resultado da empresa deve persistir até 2027. “No primeiro trimestre de 2026 ainda teremos pressão adicional, e só em meados de 2027 os impactos devem se normalizar”, afirmou Foguel.
Como isso afeta o seu bolso
Para quem tem plano de saúde da Porto Saúde, a crise na Oncoclínicas pode resultar em custos indiretos. Embora a operadora não tenha aumentado tarifas nos últimos meses, a necessidade de reorganizar a assistência médica pode pressionar o orçamento da empresa, potencialmente impactando futuras negociações com prestadores ou mesmo a qualidade do atendimento em longo prazo. Especialistas alertam que situações como essa reforçam a importância de ter um plano com cobertura ampla e uma operadora com estrutura sólida para evitar “surpresas” financeiras.
Estratégia no seguro automotivo
Enquanto o setor de saúde enfrenta desafios, a Porto Seguro mantém sua estratégia no mercado de seguros de automóveis. Apesar do crescimento da carteira e da melhora na sinistralidade em relação aos concorrentes, a empresa não pretende flexibilizar preços significativamente. “Temos que preservar as margens diante da expectativa de inflação de peças e mão de obra no próximo ano”, disse Celso Damadi, diretor financeiro.
Crescimento com desafios
A Porto Seguro observa um aumento de 7% na carteira automotiva até setembro, acima do crescimento médio do mercado (6%). No entanto, a entrada de veículos chineses no país traz novos desafios. “A venda dos carros zero quilômetro impacta as vendas, mas também representa uma oportunidade para as seguradoras”, destacou Patricia Chacon, presidente da Porto Seguro.
Aviso da Oncoclínicas
Em nota, a Oncoclínicas&Co negou o termo “colapso” e explicou que enfrentou instabilidade no fornecimento de medicamentos. A empresa adotou medidas para garantir a continuidade do tratamento dos pacientes em parceria com a Porto Saúde, incluindo a priorização de atendimentos presenciais e a redistribuição de medicamentos por meio da distribuidora Oncoprod.
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