Adoção de veículos elétricos ganha força com análise de custos
A eletrificação do transporte de cargas e passageiros está se tornando uma prioridade nas decisões de investimento das empresas. O foco agora não é apenas a capacidade dos veículos pesados elétricos, mas também os custos operacionais, produtividade e retorno financeiro ao longo da vida útil da frota.
A BYD Brasil, presente no mercado de veículos comerciais, defende que a escolha pela tecnologia elétrica deve considerar as características específicas de cada operação. Isso não significa substituir o diesel em todas as rotas, mas identificar quais aplicações oferecem vantagens econômicas. Em operações com rotas definidas, quilometragem conhecida e paradas regulares, os veículos elétricos já podem ser uma alternativa viável.
“A pergunta não é mais se o caminhão elétrico funciona, mas em quais operações ele funciona melhor. Não se escolhe o mesmo veículo para uma entrega urbana e para uma operação na estrada. Com a eletrificação, o raciocínio é o mesmo: precisamos entender a rota, a carga transportada e a infraestrutura disponível para recarga”, explica Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Energia Solar da BYD Brasil.
O que é o custo total de propriedade (TCO)?
Para as empresas com grandes frotas, o preço de aquisição é apenas uma parte da equação. A análise do custo total de propriedade (TCO) — que inclui despesas com energia, manutenção, infraestrutura e disponibilidade dos veículos — permite comparar diferentes tecnologias ao longo do ciclo de vida do veículo.
Apesar do investimento inicial mais alto em caminhões elétricos, os custos operacionais podem compensar essa diferença. Motores elétricos têm menos componentes móveis, o sistema de frenagem regenerativa reduz desgaste dos freios e a maior eficiência energética pode diminuir o custo por quilômetro rodado.
“Comprar um caminhão é só o começo da conta. O que realmente importa é quanto ele custa para operar e produzir ao longo da vida útil. Um veículo parado também representa custos”, destaca Schneider. Indicadores como consumo de energia, manutenção, disponibilidade e produtividade são fundamentais para avaliar o retorno do investimento.
Soluções adaptadas às necessidades logísticas
A diversidade das operações exige veículos com características distintas. A BYD oferece soluções para diferentes setores: desde entregas urbanas até transporte entre centros de distribuição e movimentação de cargas em armazéns.
Na fábrica de Campinas (SP), a empresa já produziu 1.000 chassis de ônibus elétricos, que estão presentes em sistemas de transporte público de cidades brasileiras. Esses veículos reduzem ruído, poluição e oferecem maior conforto para passageiros e motoristas.
A BYD também desenvolveu linhas leves, médias e pesadas de caminhões elétricos, além de empilhadeiras industriais com baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), que permitem recargas rápidas durante pausas operacionais.
Energia como parte da estratégia
A eletrificação das frotas exige uma gestão integrada da energia. A BYD atua na fabricação de módulos solares e sistemas de armazenamento de energia (BESS), permitindo que empresas gerem, armazenem e utilizem energia em suas instalações.
“Quando uma empresa eletrifica sua frota, ela passa a olhar para a energia de outra maneira. Não se trata apenas de substituir o diesel pela eletricidade, mas de avaliar como essa energia pode ser gerada, armazenada e utilizada de forma mais eficiente”, destaca Schneider.
A BYD participará da Fenatran 2023 com novidades para o segmento de transporte pesado, refletindo a evolução da eletrificação no setor logístico brasileiro.
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