Fósseis continuam com maioria dos recursos
Em 2025, R$ 54,12 bilhões foram destinados a petróleo, gás natural e carvão mineral, representando 70% do total de R$ 77,16 bilhões em subsídios ao setor energético no Brasil. Esse valor é 2,35 vezes maior que os R$ 23,04 bilhões concedidos às fontes renováveis, segundo análise do Inesc.
Crescimento lento das renováveis
Embora as renovaíveis tenham crescido 20,9% entre 2024 e 2025, os incentivos aos combustíveis fósseis caíram apenas 1,3%. O estudo aponta que essa discrepância reflete uma política de incentivos distante dos compromissos brasileiros com a transição energética.
Impacto direto no bolso do consumidor
A Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e as bandeiras tarifárias, que financiam geração térmica e sistemas isolados, somaram R$ 23,1 bilhões — ou 42,7% dos subsídios aos fósseis. Esses custos são rateados principalmente entre consumidores residenciais, com aumento de pressão sobre a conta de luz.
Desafios para uma transição equilibrada
Cerca de 64% dos R$ 23 bilhões em incentivos às renováveis financiam geração distribuída (como painéis solares em residências). No entanto, 95,5% desses recursos vêm de encargos na conta de luz, gerando desigualdade: quem tem acesso a tecnologia paga menos, enquanto consumidores sem opções assumem parte do ônus.
Perspectivas internacionais e reformas no Brasil
A discussão sobre revisão de subsídios ganha força globalmente, com apoio unânime em reuniões da Olade. No Brasil, a COP30 e o novo mandato de Lula têm potencial para acelerar mudanças, como a reforma da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e revisão do Repetro.
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