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Abia critica alíquota da CBS de 11,3% e alerta sobre impactos na inflação e no custo de vida

Fonte: Valor Econômico
Abia critica alíquota da CBS de 11,3% e alerta sobre impactos na inflação e no custo de vida

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) manifestou preocupação com a proposta do Tribunal de Contas da União (TCU) de estabelecer uma alíquota de referência de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Esse valor, segundo a entidade, é significativamente maior que as estimativas de 8,4% a 9,21% apresentadas durante a implementação da reforma tributária. A Abia alerta que essa alíquota elevada pode ter consequências diretas no bolso do consumidor e na economia brasileira.

Impactos no custo de produção e preços dos alimentos

A associação afirma que uma alíquota mais alta da CBS pode elevar os custos de produção, o que provavelmente se refletirá nos preços dos alimentos. Isso poderia dificultar o acesso a esses produtos por parte das famílias com menor renda.

Risco para investimentos e empregos na cadeia produtiva

Além disso, a Abia destaca que uma alíquota elevada pode comprometer investimentos em novas tecnologias, limitar a expansão da capacidade produtiva e afetar negativamente o número de empregos no setor alimentício. Isso poderia impactar diretamente a economia regional e nacional.

Pressão sobre a inflação e poder de compra

A entidade também alerta que o aumento dos custos pode pressionar a inflação, reduzindo o poder de compra das famílias, especialmente aquelas com menor renda. Isso reforça a necessidade de uma revisão cuidadosa da alíquota proposta.

Como isso afeta o bolso do leitor

Se a alíquota for mantida em 11,3%, os preços dos alimentos poderão subir. Por exemplo, um pacote de arroz que custava R$ 5,00 pode passar para R$ 6,00 ou mais. Isso impacta diretamente as famílias que já enfrentam dificuldades financeiras.

A Abia defende que o Senado Federal revise os parâmetros utilizados no cálculo da alíquota e estabeleça um valor compatível com as estimativas anteriores, que foram usadas para orientar a implementação da reforma tributária. A entidade cita informações divulgadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pelo Comitê Gestor e pelo Ministério da Fazenda.

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