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Ambev defende que queda de consumo de cerveja é passageira, não crise

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Ambev defende que queda de consumo de cerveja é passageira, não crise

A Ambev, uma das maiores empresas de bebidas do Brasil, acredita que a redução no consumo de cerveja em 2025 foi apenas um ajuste temporário e não indica uma crise estrutural no setor. Segundo o CFO da companhia, Guilherme Fleury, os anos de 2023 e 2024 foram excepcionais para a indústria cervejeira, com condições favoráveis como crescimento acelerado da economia, temperaturas elevadas e o fenômeno climático El Niño. Esses fatores contribuíram para um aumento anormal no consumo, e 2025 refletiu uma volta ao normal.

Como isso afeta o bolso do leitor

A redução temporária no consumo de cerveja pode impactar os consumidores que costumam comprar em grandes volumes ou participar de eventos sociais com bebidas. No entanto, para a Ambev, essa queda não representa uma mudança permanente no comportamento dos brasileiros. O mercado ainda está em fase de adaptação, e a empresa vê oportunidades em novos segmentos, como cervejas sem álcool e com menor teor calórico.

Como isso pode me impactar?

Para os investidores que possuem ações da Ambev, o desempenho do terceiro trimestre de 2026 foi mais modesto do que o esperado. A receita líquida cresceu 7,6% e o Ebitda ajustado avançou 8,9%, mas os números no Brasil foram menores, com apenas um aumento de 1% no Ebitda ajustado. Apesar disso, a empresa mantém confiança na estratégia e anunciou um novo programa de recompra de ações.

A Ambev também está apostando em inovação para atrair novos consumidores. Produtos como a Spaten Pro, que tem 10 gramas de proteína por unidade, e cervejas com menos calorias estão ganhando espaço no mercado. Essas mudanças refletem as novas preferências dos brasileiros, que estão buscando opções mais saudáveis e equilibradas.

O CFO da Ambev destaca que os desafios do mercado não são apenas de curto prazo. A empresa precisa se adaptar às mudanças no comportamento dos consumidores e continuar investindo em novos produtos para manter a relevância no setor. Apesar das dificuldades, a Ambev vê o futuro com otimismo e confia que os ajustes feitos em 2025 servirão como base para um crescimento mais sustentável.

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