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Aumento de Ativos Problemáticos no Crédito Familiar: O que isso significa para você

Fonte: Valor Econômico
Aumento de Ativos Problemáticos no Crédito Familiar: O que isso significa para você

O Banco Central (BC) revelou, nesta terça-feira (27), que os ativos problemáticos no crédito às famílias atingiram o maior nível desde 2012 em diversas modalidades. Essa informação consta no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre de 2026, e a inadimplência foi identificada como principal fator desse aumento.

De acordo com o BC, os indicadores de probabilidade de default (PD) sugerem que a pressão sobre os ativos problemáticos continuará na segunda metade de 2026. O financiamento à economia real desacelerou no primeiro semestre, influenciado por condições financeiras mais restritivas e pela moderação do crescimento econômico.

A carteira de crédito bancário às pessoas físicas também mostrou sinais de arrefecimento, com uma desaceleração na carteira de maior risco, mas estabilidade no crescimento da carteira de menor risco. Os ativos problemáticos aumentaram em todas as modalidades para as famílias, e a inadimplência continua sendo o principal fator para esse aumento.

Como isso afeta o bolso do leitor

O aumento da inadimplência impacta diretamente o consumidor, especialmente aqueles com renda mais baixa. Com o uso crescente de modalidades de crédito como cartões e empréstimos não consignados, os brasileiros que recebem até dois salários mínimos têm se endividado cada vez mais. Isso pode dificultar o acesso a novos empréstimos e aumentar as taxas de juros no longo prazo.

Como isso pode me impactar?

Para quem tem renda baixa ou média, o aumento da inadimplência pode levar à dificuldade de obter crédito no futuro. Além disso, os juros podem subir, aumentando o custo das dívidas e impactando diretamente o orçamento familiar.

O BC estima que a taxa de inadimplência teria sido 0,78 ponto percentual inferior se as regras vigentes até 2024 tivessem permanecido. No entanto, mesmo sem essas mudanças regulatórias, o aumento da inadimplência continua sendo uma preocupação.

O comprometimento de renda também tem crescido, com um maior uso de modalidades mais caras, como cartões e empréstimos não consignados. Para a população que recebe até dois salários mínimos, esse aumento é ainda mais intenso. Com o aumento da faixa de renda, há uma maior participação de financiamentos para veículos e imóveis.

Independentemente do nível de remuneração, os produtos mais relevantes para quem tem comprometimento de renda elevado são os cartões de crédito e empréstimos não consignados. Isso indica que aqueles com menor capacidade financeira têm uma parcela significativa da sua renda comprometida com essas modalidades.

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