Banco Central do Paraguai revoga suspensões em fundos ligados ao colapso do ueno
O Banco Central do Paraguai (BCP) revogou nesta sexta-feira (6) a medida que suspendia resgates no Fundo Mútuo BNB PY Dólares Americanos, administrado pelo BNB. A decisão ocorreu após a crise no banco ueno, que provocou a suspensão temporária de resgates, novas aplicações e distribuições de 13 fundos de investimento no país.
Segundo o BCP, a liquidação do ueno inviabilizou os depósitos mantidos pelos fundos no banco, gerando incertezas sobre o valor dos investimentos em instrumentos emitidos por ele. A medida não envolveu o encerramento dos fundos, mas sim uma pausa para garantir que todos os investidores sejam tratados igualmente enquanto se define a resolução do caso.
Impacto nos fundos e no setor financeiro paraguaio
Foram bloqueados cinco fundos da Cadiem, quatro da Puente, dois do ueno e os dois de BNB e Basa que foram liberados agora. O regulador destacou que cada fundo possui patrimônio próprio, separado da administradora e do banco.
A crise no ueno também gerou intermitências em aplicativos móveis de instituições bancárias paraguaias, devido a uma demanda inesperada por novas contas. O BCP informou que os canais tradicionais de atendimento continuam funcionando normalmente.
Medidas para garantir liquidez no mercado
Para lidar com a alta demanda por dinheiro em espécie, o BCP decidiu antecipar a circulação das novas cédulas de 100 mil guaranis. A medida visa facilitar operações comerciais e transações cotidianas.
Como isso afeta o seu bolso (indiretamente)
Embora os fundos mencionados sejam administrados no Paraguai, crises financeiras em países vizinhos podem impactar investidores brasileiros que têm exposição a ativos de regiões integradas, como o Mercosul. Situações semelhantes no Brasil, como suspensões em fundos imobiliários ou crises bancárias, também afetam a confiança dos investidores e a liquidez do mercado.
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