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Barclays sob investigação regulatória sobre classificação de derivativos

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Barclays sob investigação regulatória sobre classificação de derivativos

O Banco da Inglaterra está investigando se o Barclays classificou incorretamente derivativos vinculados a empréstimos privados, uma prática que poderia ter reduzido os requisitos de capital regulamentar do banco. Segundo informações do Financial Times, a Autoridade de Regulação Prudencial (PRA) recebeu uma reclamação no início deste ano sobre o tratamento dessas transações.

Como funciona a classificação de ativos?

A investigação foca nos swaps de retorno total, instrumentos financeiros que permitem aos bancos oferecer financiamento vinculado a ativos subjacentes. Esses mecanismos podem ser usados para fornecer financiamento a fundos de crédito privado. No entanto, os empréstimos subjacentes são considerados ilíquidos, o que levanta dúvidas sobre se a classificação dos derivativos reflete adequadamente os riscos envolvidos.

A classificação correta dos ativos é crucial para determinar quantos recursos de capital um banco precisa manter. Posições em carteiras de negociação geralmente são tratadas diferentemente das posições em carteiras bancárias, que incluem exposições de longo prazo e outros ativos não destinados à negociação.

Impactos regulatórios e riscos para o setor

A PRA já alertou os bancos sobre esquemas que reestruturam ativos ilíquidos em instrumentos classificados como negociáveis, com a finalidade de reduzir os requisitos de capital. O caso do Barclays, no entanto, não envolve uma descoberta ampla sobre suas atividades no setor de crédito privado.

O mercado de crédito privado, estimado em cerca de US$ 2 trilhões, tem recebido atenção crescente dos reguladores. Esse tipo de empréstimo ocorre fora dos mercados tradicionais e envolve ativos menos líquidos do que títulos cotados em bolsa.

Como isso afeta o bolso do leitor?

Embora a investigação não tenha impactado diretamente os investidores comuns, ela pode gerar mudanças no tratamento regulatório de derivativos e no capital necessário para bancos. Isso poderia influenciar futuramente as taxas de juros e o acesso ao crédito.

O Barclays se recusou a comentar sobre interações com órgãos reguladores, segundo o Financial Times. A PRA ainda não divulgou conclusões ou solicitações formais sobre o caso.

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