Conflitos políticos não afetam a necessidade de recursos, diz CEO da Strategy
Michael Saylor, presidente executivo da empresa que detém a maior quantidade de bitcoin do mundo, afirmou durante o OranjeBTC Summit em São Paulo que divergências ideológicas entre governos não mudam a realidade de que todos precisam de energia, dinheiro e segurança para proteger seus patrimônios. Ele destacou que o bitcoin, ao contrário de ativos tradicionais como imóveis ou ouro, pode ser transferido facilmente entre países, independentemente das fronteiras.
Por que a mobilidade do bitcoin é vantajosa?
Segundo Saylor, governos têm dificuldade em tributar ou regular ativos que podem ser movidos livremente. Ele comparou o bitcoin ao ouro e aos imóveis, mas ressaltou que, enquanto os últimos enfrentam limitações físicas de transporte, a criptomoeda pode ser transferida instantaneamente entre custodiantes (serviços responsáveis por armazenar ativos digitais) em diferentes jurisdições. Isso oferece uma vantagem para quem busca diversificar riscos políticos ou fiscais.
Como isso afeta o seu bolso?
Se você investe em ativos tradicionais, como imóveis ou títulos públicos no Brasil, pode enfrentar restrições ao transferir bens devido a leis locais. Já com bitcoin, mesmo que haja mudanças políticas no país (como as eleições recentes no Brasil e nos EUA), é possível migrar seus recursos para outro custodiante ou jurisdição sem perder valor. Isso pode ser relevante para quem busca proteger patrimônio contra crises futuras, especialmente em um contexto de instabilidade global.
Riscos e responsabilidades tributárias
Saylor não negou que a transferência de criptomoedas não elimina obrigações fiscais. Governos ainda podem tributar ou regulamentar o bitcoin, mesmo com sua mobilidade. No entanto, a flexibilidade de escolher onde armazenar e mover seus recursos é uma característica que diferencia a criptomoeda de ativos imóveis.
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