Bitcoin recuou perto de US$74 mil na sexta-feira, com uma diminuição na demanda por fundos negociados em bolsa (ETFs) contribuindo para a pressão sobre o preço da criptomoeda. A maior moeda digital do mundo foi negociada com alta de 0,5%, chegando a US$73.846,10 às 19h03.
A queda recente do Bitcoin ocorreu mesmo em meio ao desempenho positivo dos mercados tradicionais e das commodities. O S&P 500 registrou sua nona semana consecutiva de ganhos, a maior sequência desde 2023, enquanto o petróleo Brent se estabilizou perto de US$92 por barril.
Pressão da Desaceleração dos Fluxos para ETFs
A fraqueza no preço do Bitcoin foi atribuída à desaceleração nos fluxos de investimento para ETFs. A queda na demanda tem neutralizado o suporte vindo do apetite por risco em mercados financeiros mais amplos.
Alertas sobre Queda Prolongada
O fundador e CEO da CryptoQuant, Ki Young Ju, alertou que a tendência de baixa atual pode se estender até o início de 2027. Ele argumenta que os ciclos históricos de realização de lucros costumam levar cerca de 18 meses antes que uma recuperação sustentável possa ser vista.
Embora alguns indicadores apontem para uma possível reversão, como o Indicador de Ciclo Bull-Bear da CryptoQuant, que ficou positivo no início deste mês pela primeira vez desde 2023, a cautela continua sendo a palavra-chave entre os investidores.
Contexto Regulatório
No campo regulatório, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, renovou suas críticas ao projeto de lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais. Ele argumenta que a legislação poderia criar um ambiente desigual entre as empresas de criptomoedas e os bancos tradicionais.
Os investidores agora aguardam para ver se o fluxo de capital para ETFs volta a crescer e como a clareza regulatória pode impactar o mercado de criptomoedas no futuro próximo.
Como Isso Afeta Seu Bolso
A desaceleração na demanda por ETFs e as críticas ao projeto de lei podem continuar a pressionar os preços do Bitcoin nos próximos meses. Investidores devem manter-se atentos às mudanças no cenário regulatório e à recuperação dos fluxos para ETFs.
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