O Bitcoin (BTC) caiu ligeiramente nesta quarta-feira, mas recuperou os US$112 mil depois da queda registrada na terça-feira. Nos mercados globais, investidores parecem menos preocupados com a possibilidade de estagflação nos Estados Unidos.
Perto das 8h29 (horário de Brasília), o Bitcoin caiu 0,3% em 24 horas, cotado a US$112.283, conforme dados do CoinGecko. Em reais, o Bitcoin apresenta leve variação negativa de 0,1%, a R$610.510, segundo valores fornecidos pelo Cointrader Monitor.
O Ether (moeda digital da rede Ethereum) também registrou uma queda de 0,6% para US$4.327.
Entre as altcoins, o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, caiu 1,3%, a US$2,97. Já a Solana registra ganhos de 1,2%, a US$219,88, e o BNB (token da Binance Smart Chain) tem leve alta de 0,3%, a US$883,73.
O valor total do mercado de criptomoedas é atualmente de US$3,99 trilhões.
Segundo Murilo Cortina, diretor de novos negócios da QR Asset, os dados fracos de emprego nos EUA mudam a discussão sobre juros no país. “Já não se trata apenas de quando o Federal Reserve cortará, mas da dose do corte: 25 pontos-base ou 50 pontos-base”, afirma Cortina.
Um corte de 0,25 ponto percentual seria interpretado como ajuste de ciclo, ao passo que uma redução de 0,5 p.p. sinalizaria que o enfraquecimento da atividade econômica é muito maior do que está precificado nos mercados.
“Esse risco de ‘corte pela fraqueza’ também pode contaminar o BTC no curto prazo”, afirma Cortina, ainda que a tese de descorrelação e de ativo global de reserva siga firme.
André Franco, CEO da Boost Research, diz que os mercados priorizam o afrouxamento monetário do Fed em detrimento das incertezas políticas internacionais. “O Bitcoin deve continuar avançando”, prevê Franco, com potencial para buscar níveis entre US$113.000 e US$115.000.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido positivo de US$23 milhões. O responsável pelo fluxo comprador foi o IBIT, da BlackRock, com US$169,3 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas.
Entre os ETFs de ether, foi registrado um fluxo positivo de US$44,2 milhões, interrompendo uma sequência de seis pregões de saída líquida de recursos. O alvo do saldo líquido comprador foi o ETHA, da BlackRock, com US$44,2 milhões.
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