A Boeing está estudando a possibilidade de aumentar a produção do seu avião mais vendido, o 737 MAX, para um recorde de 70 aviões por mês. Atualmente, a empresa fabrica cerca de 42 aviões desse modelo mensalmente e planeja chegar a 63 unidades até o final deste ano.
O presidente-executivo da Boeing, Kelly Ortberg, disse à CNBC que a companhia está avaliando se é viável aumentar ainda mais essa produção. No entanto, ele ressaltou que isso depende de como a cadeia de fornecedores pode lidar com tal aumento.
A decisão de aumentar a produção vem após anos de perdas financeiras e dificuldades na empresa. A Boeing acumulou prejuízos superiores a US$ 30 bilhões nos últimos anos, o que levou à necessidade de cortes significativos no endividamento da companhia.
A fabricação do 737 MAX foi interrompida em dezembro de 2024 após um incidente envolvendo a queda de um painel durante um voo. A produção só foi retomada após uma série de melhorias na segurança e nos processos de fabricação.
A empresa também está planejando a abertura de uma nova linha de montagem em Everett, no estado de Washington, que poderá ajudar a alcançar os novos níveis de produção. A Boeing espera colocar o primeiro avião dessa nova linha em operação em julho deste ano.
Com concorrentes como a Airbus também buscando aumentar sua produção, a indústria da aviação enfrenta desafios significativos na cadeia de fornecimento para atender à demanda global por aviões comerciais. A Airbus tem como meta produzir 75 aeronaves mensalmente até o final de 2027.
Como isso afeta o bolso do leitor?
O aumento da produção pode ter impactos positivos na economia, gerando empregos e impulsionando os negócios relacionados à aviação. No entanto, a indústria ainda enfrenta desafios em termos de fornecimento adequado de componentes e mão de obra qualificada.
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