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Cervejarias dominam mercado de coquetéis prontos; Diageo e Pernod Ricard perdem terreno

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Cervejarias dominam mercado de coquetéis prontos; Diageo e Pernod Ricard perdem terreno

Cervejarias ganham espaço em mercado de bebidas prontas

O crescimento do consumo de coquetéis prontos para beber (RTD) está deixando empresas tradicionais de destilados, como Diageo e Pernod Ricard, de fora. Enquanto cervejarias como a AB InBev (detentora da Budweiser) e outras adaptaram-se rapidamente ao segmento, as fabricantes de destilados perderam participação de mercado e enfrentam pressão sobre suas ações.

O que está movimentando o mercado

As bebidas prontas para consumo evoluíram de um produto popular entre jovens para uma opção conveniente para adultos. Segundo dados da NielsenIQ, as vendas em valor desse segmento cresceram 28% nas últimas 52 semanas. O consumo de álcool está começando mais cedo à noite e se concentrando em locais como eventos esportivos e festivais musicais, onde latas portáteis são mais práticas do que garrafas grandes de destilados.

Impacto nos investidores e no setor

As ações da Diageo e Pernod Ricard estão negociadas a avaliações semelhantes às registradas após a crise financeira de 2008. Nos últimos cinco anos, os papéis das duas empresas perderam mais da metade de seu valor, enquanto as cervejarias como a AB InBev subiram quase 40%. A diferença no desempenho se deve à adaptação rápida das cervejarias ao mercado de RTDs e às barreiras operacionais enfrentadas pelas fabricantes de destilados.

Como isso afeta o seu bolso

Se você investe em ações de empresas como Diageo ou Pernod Ricard, a perda de participação no mercado de bebidas prontas pode impactar diretamente o valor do seu portfólio. Além disso, o crescimento das cervejarias no setor pode pressionar preços e mudar a dinâmica da indústria de álcool em todo o mundo, incluindo o Brasil, onde marcas como Budweiser têm influência significativa.

Desafios para as fabricantes de destilados

A Diageo já tentou explorar o mercado com produtos como a Smirnoff Ice, mas priorizou garrafas de destilados mais lucrativas. Agora, a empresa precisa se adaptar à logística e distribuição exigidas pelas bebidas prontas, um processo que as cervejarias já dominam há anos.

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