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Conhecimento sobre IA no Brasil cresce, mas desigualdade persiste entre classes sociais

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Conhecimento sobre IA no Brasil cresce, mas desigualdade persiste entre classes sociais

A inteligência artificial (IA) está se tornando cada vez mais parte do dia a dia dos brasileiros. No entanto, segundo o Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital, o conhecimento sobre ferramentas de IA no Brasil ainda é desigual entre as classes sociais. A pesquisa, que analisa dados do terceiro trimestre de 2026, revela que a familiaridade com plataformas digitais cresceu, mas a disparidade entre classes A e D/E permanece significativa.

Conhecimento avança, mas desigualdade persiste

Entre os brasileiros conectados à internet, o conhecimento sobre as principais ferramentas de IA subiu de 84,7% no primeiro trimestre para 89,5% no terceiro. No entanto, a diferença entre classes sociais continua grande: enquanto 92,7% dos entrevistados da classe A conhecem todas as quatro principais ferramentas (ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity), apenas 69,2% das classes D/E têm esse mesmo nível de familiaridade.

Esse abismo é maior do que em outros setores digitais. Por exemplo, plataformas como YouTube, Instagram e Netflix são conhecidas por mais de 98% dos brasileiros, independentemente da classe social. Já ferramentas de IA ainda são menos acessíveis para a população das classes D/E, o que reforça uma nova forma de exclusão digital.

Conhecimento não é sinônimo de confiança

Apesar do aumento no conhecimento sobre IA, a pesquisa também mostra que esse entendimento não se traduz automaticamente em confiança. Segundo os resultados, os brasileiros da classe A têm o maior nível de confiança nas plataformas digitais (75,1 pontos), seguidos pelas classes B e C. Já as classes D/E registraram 64,5 pontos.

Além disso, a confiança em redes sociais também é uma questão complexa: os usuários confiam mais nas plataformas do que no conteúdo publicado nelas. Enquanto 73% dos entrevistados confiam nas redes sociais, apenas 72% confiam nos conteúdos veiculados nelas.

Implicações para o futuro digital

Para especialistas como Marina Garrote, diretora de operações do Reglab, é fundamental promover um “letramento tecnológico” que reduza as desigualdades no acesso e uso da IA. A pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas e ações contínuas para aumentar o conhecimento e a confiança digital entre todos os brasileiros.

Como isso afeta o bolso do leitor

A disparidade no conhecimento e na confiança em ferramentas digitais pode impactar diretamente o acesso a oportunidades de trabalho, educação e serviços online. Por exemplo, uma pessoa que não conhece ferramentas como ChatGPT ou Gemini pode ter dificuldade para usar IA em processos seletivos, automação de tarefas no dia a dia ou até mesmo na gestão financeira pessoal.

Como isso pode me impactar?

Se você está entre as classes sociais mais baixas e ainda não tem familiaridade com ferramentas de IA, pode estar perdendo oportunidades para melhorar sua produtividade, buscar emprego ou até aprender novas habilidades. Além disso, a falta de confiança em plataformas digitais pode dificultar o uso de serviços online que exigem interação contínua com redes sociais e conteúdos gerados por usuários.

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