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Consortício liderado por bilionário americano negocia aquisição de ativos internacionais da Lukoil sob sanções

Fonte: Valor Econômico
Consortício liderado por bilionário americano negocia aquisição de ativos internacionais da Lukoil sob sanções

Um consórcio internacional está negociando uma troca de títulos para adquirir os ativos globais da petrolífera russa Lukoil, que estão sob sanções ocidentais. A operação, que pode ser concluída em semanas, envolve a compra de bilhões de dólares em títulos congelados da empresa por parte do grupo, que inclui o bilionário americano Todd Boehly e empresas dos Emirados Árabes Unidos.

Esses títulos congelados — que são papéis financeiros bloqueados por restrições internacionais — seriam trocados pelos ativos da Lukoil no exterior. Esses ativos incluem refinarias, postos de combustíveis e campos de petróleo em regiões como Europa, Oriente Médio e África. A valorização desses bens caiu desde o início do processo, já que alguns deixaram de operar.

A negociação é uma tentativa de testar a eficácia das sanções contra grandes empresas russas. Se concluída, a transação encerraria um processo que se arrasta há mais de um ano e envolveu inicialmente uma carteira avaliada em US$ 22 bilhões.

Como isso afeta o seu bolso

A operação pode impactar indiretamente os preços do petróleo no Brasil, já que a Lukoil é uma das maiores produtoras globais. Se os ativos da empresa forem transferidos para investidores ocidentais, isso poderia influenciar o mercado internacional de combustíveis e, consequentemente, os preços no varejo brasileiro.

O consórcio inclui Boehly, dono do time de basquete Lakers e do clube de beisebol Dodgers, além da International Holding Company (IHC) e Al Hail Holding dos Emirados Árabes Unidos. Outros apoios vêm dos irmãos sírio-catarianos Al-Khayat e da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC). Representantes de alguns desses grupos não comentaram sobre a negociação.

A transação prevê que os títulos congelados — bloqueados por sanções desde 2022 — sejam trocados pelos ativos da Lukoil, sem desembolso direto em dinheiro. Isso significa que investidores ocidentais, como a Capital Group, estão cedendo seus papéis à nova gestão.

A negociação enfrenta obstáculos desde outubro de 2025, quando os Estados Unidos impuseram sanções à Lukoil. O governo americano rejeitou uma oferta anterior por considerar que a venda poderia beneficiar economicamente Moscou. Agora, o consórcio liderado por Boehly prometeu depositar as ações em uma conta de garantia, evitando que os recursos cheguem diretamente à Rússia.

O plano envolve cerca de dez fundos de investimento americanos e britânicos. Os títulos foram negociados a US$ 0,30 cada, um valor muito abaixo do mercado antes das sanções. Essa redução reflete o impacto das restrições internacionais sobre os ativos da Lukoil.

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