A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) acaba de fechar um acordo com a empresa chinesa Huaxin para vender a CSN Cimentos por R$ 12,7 bilhões em enterprise value. O valor inclui a dívida que será assumida pelo comprador. O contrato de exclusividade tem duração de dez dias e visa a assinatura dos documentos definitivos da venda das ações da CSN Cimentos.
Segundo Benjamin Steinbruch, líder do grupo CSN, a Huaxin foi escolhida por apresentar a proposta mais vantajosa no processo competitivo iniciado em março de 2026. O negócio faz parte da estratégia da empresa para reduzir seu endividamento, que chegou a R$ 42,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
Esse é o segundo grande movimento da CSN em poucas semanas. No início deste mês, a companhia vendeu a siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen (SWT) ao grupo espanhol Megasa por € 550 milhões. A venda da CSN Cimentos é um passo crucial para a deslavancagem da empresa e pode ser concluída até novembro, segundo Steinbruch.
A CSN também planeja vender participações minoritárias nos setores de infraestrutura e energia, negociar unidades no exterior e buscar um sócio para sua divisão siderúrgica. Essas ações visam fortalecer a saúde financeira da empresa em um momento desafiador.
Como isso afeta o bolso do leitor
A venda da CSN Cimentos pode impactar diretamente os investidores que possuem ações da empresa, já que a operação representa uma mudança significativa no portfólio da CSN. Além disso, a redução da dívida da empresa pode trazer estabilidade ao mercado e influenciar a confiança dos investidores em longo prazo.
Como isso pode me impactar?
Para quem investe na bolsa de valores ou acompanha os movimentos da CSN, o anúncio da venda é um sinal importante. A redução do endividamento pode melhorar a relação dívida/ativo da empresa e potencialmente atrair novos investidores no futuro.
Jota Finanças: Notícias, Análises e Educação Financeira.




