A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou propostas de acordo apresentadas por três ex-diretores da securitizadora Virgo, além da Riza Securitizadora, que adquiriu a empresa após uma crise decorrente de denúncias sobre desvios de recursos. A decisão foi tomada em reunião ontem (27) e divulgada nesta quarta-feira.
As suspeitas investigadas pela CVM envolvem o uso indevido de recursos de 76 emissões da Virgo, falhas na separação de patrimônios e possíveis operações fraudulentas. Além disso, há indícios de que os atos foram praticados com má-fé, visando benefício próprio em detrimento dos investidores.
Entre as propostas rejeitadas, estava a de Eduardo Levy (ex-diretor de distribuição), Alexandre João da Rocha (ex-diretor de compliance) e Ivo Vel Kos (ex-diretor-presidente). A Riza Securitizadora também apresentou um acordo para encerrar o processo administrativo antes da instauração de uma possível punição. As propostas somavam cerca de R$ 2,81 milhões em pagamentos à CVM.
A CVM considerou que a rejeição dos acordos seria mais adequada para não normalizar práticas irregulares e garantir que todos os envolvidos respondam plenamente pelo que fizeram. O Comitê de Termo de Compromisso da autarquia acreditou que o julgamento do mérito das responsabilidades seria mais justo.
A investigação também abrange possíveis operações fraudulentas com o Fundo Allocation e um investimento circular envolvendo recursos do CRI BTS BH. Há ainda suspeitas de falhas na independência do diretor responsável por cumprir regras e controles internos, entre 27 de maio e 15 de julho de 2025.
Como isso afeta o bolso do leitor
A investigação e a rejeição dos acordos podem impactar investidores que tiveram seus recursos aplicados nas emissões da Virgo. A CVM está apurando se houve desvios e operações irregulares, o que pode resultar em perdas financeiras para quem investiu nesses fundos. Além disso, a investigação envolve falhas na separação de patrimônios, o que indica uma gestão pouco transparente.
Como isso pode me impactar?
Para quem investiu ou ainda investe em fundos de securitização, essa notícia serve como um alerta sobre a importância da transparência e dos controles internos. A rejeição dos acordos por parte da CVM sugere que as irregularidades podem ter um impacto mais amplo no mercado financeiro brasileiro. Investidores devem manter atenção com fundos de securitização, especialmente os que possuem histórico de gestão pouco clara.
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