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Dívida pesa sobre economias em desenvolvimento, alerta presidente do G24

Fonte: Investing.com
Dívida pesa sobre economias em desenvolvimento, alerta presidente do G24

A dívida crescente de países em desenvolvimento está se tornando uma barreira significativa para o crescimento inclusivo, segundo afirmou Taiwo Oyedele, presidente do Grupo das 24 (G24), durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Bangcoc. Ele destacou que os países em desenvolvimento estão pagando cerca de US$500 bilhões a mais em juros e custos da dívida do que os países desenvolvidos, ao mesmo tempo em que enfrentam déficits fiscais crescentes.

Pressão sobre economias vulneráveis

O aumento da dívida está colocando uma pressão cada vez maior sobre governos de nações emergentes e em desenvolvimento. Oyedele mencionou que os países mais endividados têm enfrentado desafios graves este ano, agravados por choques de oferta decorrentes da guerra no Oriente Médio, o aumento dos preços dos alimentos causado pelo fenômeno climático ‘super El Niño’, e a elevação dos custos dos empréstimos.

Esses fatores estão dificultando os esforços dessas economias para promover um crescimento inclusivo e gerador de empregos, segundo o ministro das Finanças da Nigéria. A situação se torna ainda mais crítica quando se considera que muitas dessas nações já enfrentam desafios estruturais, como baixa capacidade produtiva e dependência de importações.

Como isso afeta o bolso do leitor

Embora a dívida dos países em desenvolvimento pareça distante da vida cotidiana de muitos brasileiros, os impactos são sentidos indiretamente. A pressão sobre economias vulneráveis pode levar a aumento nos preços de commodities importadas, como petróleo e alimentos, elevando custos de vida no Brasil. Além disso, crises em países emergentes podem afetar investimentos estrangeiros e o fluxo de capital para o país, impactando negócios locais e empregos.

Pedidos por apoio internacional

Os membros do G24 estão pressionando o FMI e o Banco Mundial a oferecerem financiamento mais acessível e a custos reduzidos aos países em desenvolvimento no curto prazo. Além disso, estão buscando mobilizar capital privado e reduzir gastos públicos para equilibrar as economias.

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