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Dólar sobe com tensões geopolíticas e inflação no radar

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Dólar sobe com tensões geopolíticas e inflação no radar

O dólar subiu nesta segunda-feira (12) em meio a tensões no Oriente Médio e à guerra na Ucrânia, que deixaram os investidores mais cautelosos. A moeda norte-americana chegou perto da sua máxima de 18 meses durante a sessão, sustentada pela demanda por ativos considerados seguros em um cenário incerto.

Por volta das 16h50 (horário de Brasília), o dólar avançava para 158,657 ienes. Já o euro recuou a US$ 1,1158 e a libra esterlina caiu para US$ 1,3209. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,37%, alcançando 102,589 pontos.

A alta do dólar ocorreu ao mesmo tempo em que os preços do petróleo subiram. Isso se deveu a dúvidas sobre o anúncio de Donald Trump de um cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia, além do conflito no Oriente Médio. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia atingiu uma usina de energia em Kharkiv após o anúncio de Trump.

Simultaneamente, os Houthis, apoiados pelo Irã, lançaram ataques contra um aeroporto em Riad, na Arábia Saudita. Esses eventos contribuíram para a volatilidade no mercado financeiro global e aumentaram o apetite por ativos de refúgio seguro.

Como isso afeta o bolso do leitor

A valorização do dólar pode impactar diretamente os brasileiros, especialmente aqueles que possuem investimentos em moeda estrangeira ou dependem de importações. Com o dólar mais caro, produtos importados podem ficar mais caros, aumentando a pressão inflacionária no Brasil.

Além disso, a expectativa do Federal Reserve (Fed) de elevar ainda mais as taxas de juros nos EUA pode influenciar os juros no Brasil. A Selic, que é regulada pelo Banco Central do Brasil, costuma seguir o movimento do Fed, o que pode afetar empréstimos e investimentos.

Como isso pode me impactar?

Se você tem dívidas em moeda estrangeira, como cartões de crédito ou financiamentos imobiliários com parcelas em dólar, a alta da moeda norte-americana pode aumentar o valor das prestações. Investidores que possuem ativos no exterior também podem ver uma revalorização momentânea, mas isso depende do contexto macroeconômico.

Analistas do ING acreditam que o dólar provavelmente permanecerá forte por algum tempo, já que a economia dos EUA está crescendo e a inflação ainda está acima da meta. A divulgação dos dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, prevista para quarta-feira (14), pode influenciar diretamente o desempenho do dólar no curto prazo.

O cenário de tensões geopolíticas e a expectativa de que o Fed continue apertando as políticas monetárias mantêm os investidores em alerta, reforçando a demanda por moeda forte como o dólar.

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