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Economia global mostra resiliência, mas cresce mais devagar: o que isso significa para você

Fonte: Valor Econômico
Economia global mostra resiliência, mas cresce mais devagar: o que isso significa para você

Economia mundial se adapta a novos desafios

O economista-chefe global do Santander, Juan Cerruti, destacou durante o XXII Encontro Santander América Latina que a economia mundial tem se mostrado mais resiliente do que muitos esperavam diante de choques como pandemias, conflitos geopolíticos e guerra tarifária. No entanto, o crescimento global está desacelerando. Nas duas primeiras décadas deste século, o PIB global cresceu em média 3,7% ao ano, mas a expectativa do Santander é de uma expansão entre 3,1% e 3,3% nos próximos anos.

Mudanças no paradigma econômico

Segundo Cerruti, o novo cenário prioriza a segurança do abastecimento de bens essenciais, como energia e alimentos, além da estabilidade nacional. Essa mudança reflete uma reavaliação do modelo de globalização anterior, que focava na eficiência produtiva.

Desafios para o futuro

O crescimento mais lento é agravado pela redução dos instrumentos disponíveis para enfrentar novas crises. O endividamento público global está 10 pontos percentuais acima do nível pré-pandemia, e a inflação em economias desenvolvidas é o dobro da taxa anterior à crise sanitária.

Impacto no Brasil e no seu bolso

Para o investidor brasileiro, a desaceleração global pode afetar preços de importações (como combustíveis e produtos tecnológicos) e rendimentos de ativos globais. Por exemplo, se você tem exposição ao dólar ou a fundos que replicam índices internacionais, a inflação persistente em países desenvolvidos pode pressionar os juros no Brasil, impactando o Tesouro Direto e investimentos em câmbio.

Perspectivas regionais

Nos Estados Unidos, o crescimento é impulsionado por investimentos em IA e data centers, mas o desafio é controlar a inflação. Na Europa, a zona do euro deve acelerar no próximo ano com recuperação de economias centrais como a Alemanha. Já na América Latina, o Santander projeta crescimento moderado da região, com destaque para Argentina e Chile, que buscam estabilizar suas economias.

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