A disputa presidencial de 2026 está ficando cada vez mais acirrada. Segundo uma nova pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada no sábado (17), a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu de 5,4 para 2,4 pontos percentuais em apenas uma semana. O resultado mostra que os dois candidatos estão tecnicamente empates no segundo turno.
Na pesquisa, Flávio Bolsonaro tem 51,2% dos votos válidos contra 48,8% de Lula. Em termos absolutos, o senador teve uma pequena queda de 1,5 pontos em relação à última semana, enquanto o petista ganhou 1,5 ponto. A diferença entre os dois candidatos está agora muito próxima, e o cenário sugere que a eleição pode ser decidida por margens mínimas.
Como isso afeta o bolso do leitor
A proximidade dos números indica uma campanha acirrada no segundo turno. Isso pode gerar impactos diretos no dia a dia dos eleitores, especialmente com anúncios de programas sociais e propostas econômicas que buscam atrair diferentes grupos da população. Com o debate em alta, é provável que haja movimentação maior no mercado financeiro, com expectativas sobre políticas públicas que podem afetar a renda, impostos e investimentos.
Como isso pode me impactar?
O cenário político está se tornando uma variável importante para os investidores. As propostas de ambos os candidatos podem influenciar diretamente na economia do país, especialmente em áreas como gastos públicos, juros, impostos e políticas de mercado. Investidores que dependem de estabilidade macroeconômica devem ficar atentos às mudanças no cenário político, pois elas podem impactar a renda fixa, ações e até o dólar.
Divisão por perfis eleitorais
A pesquisa também mostra diferenças significativas entre os grupos eleitores. Flávio Bolsonaro lidera entre homens, eleitores com ensino médio ou superior e aqueles que recebem de dois a cinco salários mínimos. Já Lula tem mais apoio entre mulheres, idosos, eleitores com ensino fundamental e quem recebe até dois salários mínimos.
Eleitores de outros candidatos
Outro ponto interessante é o comportamento dos eleitores de terceiros que não se classificaram no primeiro turno. Entre os apoiadores do ex-governador Augusto Cury (Avante), 50% optam por Flávio no segundo turno, enquanto apenas 31% escolhem Lula. Já entre os eleitores do senador Ronaldo Caiado (PSD), 59% migram para o candidato do PL e apenas 18% votariam em Lula.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00223/2026, com coleta entre os dias 13 e 15 de outubro. Foram ouvidas 1.500 pessoas, e a margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou menos.
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