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Eleições podem impulsionar IPOs e emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital explica

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Eleições podem impulsionar IPOs e emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital explica

O resultado das eleições presidenciais pode influenciar a disposição dos investidores para colocar dinheiro no Brasil, abrindo espaço para novas captações de recursos pelas empresas, tanto na bolsa quanto no mercado de renda fixa. No entanto, segundo Bruno Di Giacomo, sócio-fundador e CEO da Nero Capital, essa retomada não depende apenas do cenário político, mas também da previsibilidade econômica e do controle das contas públicas.

IPOs e Follow-ons: O que vem primeiro?

A Bolsa brasileira tem passado por um período prolongado sem novos IPOs (Initial Public Offerings), ou seja, aberturas de capital. A última operação foi a da Compass em maio de 2026, enquanto a anterior havia ocorrido em 2021 com a Vittia.

Mesmo que uma melhora no cenário político e econômico possa estimular novas aberturas, Di Giacomo acredita que os follow-ons (ofertas subsequentes de ações) devem ganhar espaço primeiro. Ele destaca que, com juros altos, muitas empresas optaram por captar recursos através da emissão de ações para reforçar o caixa sem aumentar ainda mais o endividamento.

Juros altos e os riscos para investidores

Apesar do apelo dos títulos de renda fixa com remuneração elevada, Di Giacomo alerta que juros altos também podem ser um obstáculo. Ele explica que, embora taxas elevadas possam parecer vantajosas para quem compra títulos, elas aumentam a pressão financeira sobre as empresas e podem elevar o risco de inadimplência.

Setores com potencial para captar crédito

Em um cenário de juros mais moderados e maior previsibilidade, alguns setores podem se destacar na captação de recursos. O agronegócio, por exemplo, demanda linhas de refinanciamento mais baratas e crédito de longo prazo.

Como isso afeta o bolso do leitor?

Investidores que buscam renda fixa com remuneração elevada devem avaliar cuidadosamente a capacidade de pagamento da empresa emissora. A análise deve incluir não apenas a taxa prometida, mas também como os recursos serão utilizados. Di Giacomo recomenda consultar o prospecto da emissão e verificar a cláusula Use of Proceeds para entender a destinação dos recursos captados.

O papel do ambiente econômico estável

Para Di Giacomo, um ambiente econômico mais estável permite que as empresas deixem de concentrar esforços em renegociar dívidas e cobrir despesas imediatas para investir na expansão da operação. Isso é conhecido como capex (capital expenditure), ou seja, investimentos em ativos fixos como máquinas e equipamentos.

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