A empresa brasileira Eneva está avaliando campos maduros e buscando parceiros para explorar gás e petróleo na Venezuela. A companhia, sediada no Rio de Janeiro, planeja monetizar o gás natural associado à produção de petróleo em áreas já estabelecidas, além de procurar parcerias para projetos iniciais que exigem mais capital na Faixa Petrolífera do Orinoco.
Ivan Betancourt, diretor-geral da Eneva para a Venezuela, afirmou durante uma conferência em Caracas que o gás venezuelano pode ser transformado em diversos produtos financiáveis, como líquidos de petróleo, eletricidade, metanol e gases industriais. Ele destacou a importância de harmonizar as regras regulatórias do país para aproveitar melhor esses recursos.
A Eneva está disposta a atuar sozinha em áreas menores ou formar parcerias estratégicas em regiões mais complexas, como a Faixa Petrolífera do Orinoco. A empresa já tem conversado diretamente com a estatal venezuelana PDVSA e busca firmar um memorando de entendimento até o fim deste ano.
O maior desafio para exploração na Venezuela é a complexidade técnica e a necessidade de investimentos significativos, especialmente em áreas como a Faixa Petrolífera do Orinoco. No entanto, a Eneva está focada em campos maduros com produção menor e próximo à infraestrutura existente.
Impacto econômico para o Brasil
A entrada da Eneva na Venezuela pode trazer benefícios significativos para a economia brasileira ao criar novos mercados de exportação e oportunidades de investimento. A empresa já tem experiência em desenvolver reservas remotas de gás no Brasil, o que torna essa expansão estratégica.
A Eneva também assinou um acordo não vinculante com a gigante Halliburton para explorar conjuntamente oportunidades na Venezuela. Essa parceria pode acelerar os projetos e aumentar as chances de sucesso nas áreas complexas da Faixa Petrolífera do Orinoco.
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