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Gastos com construção nos EUA caem em setembro, impactando mercado imobiliário

Fonte: Investing.com
Gastos com construção nos EUA caem em setembro, impactando mercado imobiliário

Os gastos com construção nos Estados Unidos recuaram 1,9% em setembro, segundo dados divulgados pelo Census Bureau. Essa queda reverteu parte do aumento de 2,0% registrado no mês anterior e surpreendeu analistas que esperavam uma alta de apenas 0,3%. Em comparação anual, os gastos com construção caíram 2,7%, refletindo pressões crescentes sobre o setor.

A desaceleração foi impulsionada principalmente pelos custos elevados dos materiais e pela tensão no mercado imobiliário residencial. Os investimentos em reformas de moradias recuaram 5,5% no mês, enquanto os gastos com projetos de habitação unifamiliar permaneceram estáveis, mas apresentaram uma queda anual de 2,4%. Já as unidades habitacionais multifamiliares tiveram um aumento mínimo de 0,1%, mas representam apenas uma pequena parcela do setor.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para quem está pensando em comprar ou reformar uma casa no Brasil, a notícia pode parecer distante, mas há lições importantes. A pressão sobre os custos de construção nos EUA, combinada com uma inflação persistente e altas taxas de juros, reflete um cenário global desfavorável para o setor imobiliário. Isso pode impactar indiretamente o Brasil, especialmente em momentos de crise econômica ou escassez de materiais importados.

Além disso, a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã está pressionando as taxas de juros no mercado imobiliário norte-americano. A taxa média de uma hipoteca de 30 anos com juros fixos subiu mais de 125 pontos-base desde o início do conflito, segundo a Freddie Mac. Essa alta pode influenciar decisões de investimento em longo prazo e afetar a demanda por imóveis no exterior.

Como isso pode me impactar?

Se você tem planos de investir em imóveis no exterior ou acompanha o mercado global, essa desaceleração nos EUA é um sinal importante. O setor da construção e do imobiliário está mais vulnerável a choques macroeconômicos, especialmente em contextos de inflação alta e juros elevados.

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