Falta de clareza na carreira é principal obstáculo para a Geração Z
Quase metade (47,1%) dos profissionais da Geração Z considera a falta de definição sobre o plano de carreira o maior empecilho ao seu desenvolvimento. Essa constatação surge de uma pesquisa conjunta entre Dartz Ideal Recruitment e Fundação Dom Cabral, que ouviu mais de 100 profissionais e gestores. A diferença entre as expectativas dos jovens (que buscam autonomia e reconhecimento) e a realidade das empresas (ainda com estruturas hierárquicas rígidas) se destaca como um dos principais pontos de atrito no ambiente corporativo.
IA é vista como aliada, mas gestão tradicional persiste
Apesar de 66,7% dos jovens acreditarem que a inteligência artificial (IA) pode aumentar sua produtividade e valor no mercado, apenas 41,2% das chefias concedem autonomia moderada aos profissionais. Essa discrepância reforça o desafio de alinhar expectativas entre gerações: enquanto os mais novos buscam feedback constante e participação nas decisões, muitas empresas ainda operam com processos transparentes.
Expectativas mudaram, mas não todas as organizações acompanham
O estudo revela que a definição de sucesso para a Geração Z vai além da remuneração. Autonomia, desenvolvimento pessoal e qualidade de vida ganharam importância. No entanto, 68,1% dos entrevistados relatam dificuldade em lidar com essa geração, segundo relatório do Ecossistema Great People e GPTW.
Impactos no mercado de trabalho e para o bolso
A falta de alinhamento entre expectativas e realidade corporativa pode afetar diretamente a retenção de talentos. Empresas que não adaptarem seus modelos de liderança e gestão podem enfrentar custos com turnover, enquanto profissionais podem migrar para ambientes que ofereçam mais clareza e oportunidades reais de crescimento.
O futuro do trabalho exige adaptação mútua
Segundo Guilherme Malfi, sócio da Dartz Ideal Recruitment, o desafio está em construir relações transparentes. “A retenção acontece quando propósito, remuneração e perspectivas de carreira estão conectados na prática”, afirma. Para ele, a integração das novas gerações depende de ajustes por parte dos dois lados: empresas precisam repensar estratégias de liderança, enquanto os jovens devem entender expectativas corporativas.
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