A Hungria anunciou uma revisão no seu plano de emissões líquidas de dívida, elevando a meta para este ano de 5,445 trilhões de forints (US$ 27 bilhões) para 8,717 trilhões de forints. Essa mudança reflete um déficit orçamentário maior e o financiamento antecipado de fundos de recuperação da União Europeia.
O presidente-executivo da Agência de Gestão da Dívida (AKK), Gergely Tardos, explicou que a Hungria já financiou 87% do aumento planejado na emissão líquida de dívida. A agência não prevê vendas adicionais de títulos em moeda estrangeira neste ano, uma vez que bilhões de euros em recursos da UE devem chegar até o final do ano.
O volume adicional de dívida em forints superará o plano original em 2,494 trilhões de forints. Com a maior parte desse aumento já concluída, a AKK deve reduzir os títulos ofertados nos próximos leilões.
A agência projeta que a dívida em moeda estrangeira representará 28,1% da dívida total ao final deste ano, abaixo dos 29,9% registrados no fim de 2025. Ambos os valores permanecem abaixo do limite autoimposto pelo governo de 30%.
Tardos afirmou que as necessidades de financiamento do próximo ano poderão ser “muito menores” do que em 2026, impulsionadas pelos esforços do governo para reduzir o déficit orçamentário como parte de seu plano de adotar o euro até 2030.
Impacto Econômico:
- Aumento da Dívida: O aumento na emissão líquida de dívida pode levar a uma maior pressão sobre os juros internos e externos, impactando negativamente o custo do financiamento para empresas e consumidores.
- Financiamento UE: A receita adicional da União Europeia reduzirá temporariamente a necessidade de empréstimos adicionais no mercado, mas pode criar dependência a longo prazo.
- Meta Euro: O plano para adotar o euro até 2030 requer uma disciplina fiscal rigorosa e controle do déficit orçamentário, criando incertezas sobre a capacidade da Hungria de cumprir esses objetivos.




