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IOF sobre LCIs e LIGs pode impactar financiamento imobiliário e economia brasileira

Fonte: Valor Econômico
IOF sobre LCIs e LIGs pode impactar financiamento imobiliário e economia brasileira

Uma possível cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 5% sobre Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs) pode ter impactos significativos na economia brasileira, segundo estimativas da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc). A entidade afirma que a medida poderia elevar em 0,7 ponto percentual a taxa do financiamento imobiliário e tirar cerca de 1,4 milhão de pessoas da classe média do acesso à casa própria.

Além disso, segundo a Abrainc, essa tributação poderia reduzir a produção de moradias, com uma perda potencial de R$ 46,9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) e a perda de 611 mil empregos. Isso considera os efeitos diretos, indiretos e induzidos da redução do acesso ao crédito.

LCIs e LIGs correspondem hoje a 58% das fontes de financiamento imobiliário para a classe média, um aumento significativo em relação aos 21% registrados há cinco anos. Nesse mesmo período, houve uma retirada líquida de R$ 326 bilhões da poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o que reforça a importância desses instrumentos para o mercado.

A Abrainc estima que, caso a medida seja implementada, o impacto arrecadatório líquido seria negativo. A tributação poderia gerar R$ 1,8 bilhão em arrecadação, mas a redução do volume de negócios poderia diminuir a atividade econômica e provocar uma perda de R$ 2,0 bilhões em arrecadação.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para quem busca financiar um imóvel, a cobrança do IOF sobre LCIs e LIGs pode aumentar significativamente as taxas de juros. Isso ocorre porque os bancos precisariam pagar mais para captar recursos, aumentando assim o custo final para o consumidor. O impacto seria maior ainda para a classe média, que depende muito desses instrumentos para obter financiamento.

Como isso pode me impactar?

Investidores e compradores de imóveis poderiam sentir diretamente os efeitos dessa medida. Com taxas mais altas, o acesso ao crédito se tornaria mais difícil e caro, especialmente para quem não tem condições de pagar uma entrada elevada ou não conta com grandes recursos financeiros.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que não há nenhuma medida pronta para taxar títulos isentos com IOF. Ele destacou, no entanto, que o debate sobre essa tributação está em andamento e que o governo continua buscando medidas importantes.

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