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Mercado nacional desabana após reeleição de Lula: dólar e juros sobem, Ibovespa cai 14%

Fonte: Valor Econômico
Mercado nacional desabana após reeleição de Lula: dólar e juros sobem, Ibovespa cai 14%

O mercado financeiro brasileiro enfrenta uma forte correção nesta segunda-feira, com ações, dólar e juros subindo em meio ao impacto da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto isso, os mercados internacionais registram um comportamento oposto, com ganhos nas bolsas norte-americanas e uma leve queda nos títulos do Tesouro dos EUA.

Dólar dispara e Ibovespa cai 14%

O dólar comercial subiu mais de 8% em relação ao real, atingindo a cotação de R$ 5,4331. Já o Ibovespa, que é o principal índice da bolsa brasileira, desabou quase 14%, perdendo cerca de 13,93 pontos percentuais e encerrando em 176.522,8 pontos. Esse movimento reflete a preocupação do mercado com os impactos das políticas econômicas que o novo governo pode implementar.

Juros futuros sobem mais de três pontos percentuais

Os juros futuros também foram impactados, com o contrato DI para janeiro de 2031 subindo para 12,64%, um aumento de cerca de 3 pontos percentuais em relação ao ajuste anterior. Isso indica que os investidores estão antecipando uma maior pressão inflacionária e possíveis ajustes na política monetária no futuro.

Mercados internacionais reagem com alívio

Enquanto o Brasil sofre com a volatilidade, os mercados globais parecem ter encontrado um momento de estabilidade. No exterior, o rendimento da T-note de 10 anos dos EUA recuou para 4,983%, e as bolsas norte-americanas registraram ganhos: o Dow Jones subiu 0,26%, o S&P 500 avançou 0,81% e o Nasdaq teve uma alta de 1,08%. O petróleo Brent, por sua vez, recuou levemente para US$ 116,09 por barril.

Como isso afeta o bolso do leitor

Para os investidores no Brasil, a queda do Ibovespa pode significar perdas em carteiras de ações. Já a alta do dólar pode impactar quem tem dívidas em moeda estrangeira ou importa produtos para consumo diário. Além disso, o aumento nos juros futuros sugere uma pressão maior sobre os empréstimos e financiamentos no futuro.

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