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Metrô de Teresina pode ser paralisado após irregularidades encontradas pelo TCU

Fonte: Valor Econômico
Metrô de Teresina pode ser paralisado após irregularidades encontradas pelo TCU

A Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP) alertou que uma eventual paralisação das obras do metrô de Teresina, no Piauí, pode causar aumento nos custos e prejudicar os serviços à população. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades graves em 15 das 24 obras que recebem recursos federais e foram fiscalizadas no Plano Anual de Fiscalização em Obras Públicas (Fiscobras). Entre elas, a obra do metrô de Teresina foi considerada a mais problemática pela Corte de Contas, com risco de paralisação caso seja analisada pelo plenário.

A CFLP afirmou que apresentou ao TCU, em 13 de outubro de 2026, uma manifestação preliminar dentro do prazo regulamentar. O documento inclui correções, justificativas e esclarecimentos técnicos sobre as irregularidades encontradas. A empresa respeita a competência do Tribunal, mas pede que os esclarecimentos apresentados sejam considerados na análise final, já que as medidas corretivas adotadas devem ser levadas em conta para evitar uma paralisação.

A interrupção da obra pode gerar custos adicionais com guarda de equipamentos, preservação do local e desmobilização. Além disso, comprometeria o cronograma previsto e os benefícios esperados para a população teresinense. A fase 2 do metrô é considerada um empreendimento estratégico para a mobilidade urbana da Grande Teresina, região com cerca de 1,2 milhão de habitantes. Quando concluída, a obra ampliará o sistema ferroviário e aumentará a capacidade de transporte, passando de aproximadamente 8 mil para até 48 mil passageiros por dia.

Como isso afeta o bolso do leitor

A paralisação da obra pode impactar diretamente os cidadãos que dependem do metrô como meio de transporte. Se a obra for interrompida, haverá atrasos no cronograma e possíveis custos adicionais com a retomada dos serviços, o que pode resultar em preços mais altos para quem utiliza transporte público ou até mesmo a necessidade de buscar alternativas mais caras.

O ministro Jhonatan de Jesus foi o relator do Fiscobras, um documento que completa 30 anos. O relatório é feito anualmente e serve para informar ao Congresso Nacional quais são as obras financiadas com recursos federais que têm indícios de irregularidades graves. Com base nesse documento, o Legislativo elabora o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa). A Corte de Contas analisou 24 obras, deixando de fora a usina termonuclear de Angra 3.

Os empreendimentos abrangem um volume de recursos de R$ 6,1 bilhões, com R$ 4,4 bilhões destinados para 2026. As obras estão distribuídas por diferentes regiões do país: 11 no Nordeste, seis no Sudeste, três no Norte, duas no Sul e duas no Centro-Oeste. As irregularidades encontradas envolvem diversos setores, como rodovias, ferrovias, saneamento, energia nuclear, portos, barragens, edificações, metrôs e aeroportos.

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