A moagem de cana-de-açúcar no centro-sul do Brasil, maior produtor e exportador global de açúcar e o segundo em etanol, recuou 1,5% até 15 de setembro comparado ao mesmo período da safra anterior. Desde o início da temporada em abril, as usinas processaram 443,71 milhões de toneladas de cana.
O ritmo das operações diminuiu à medida que chuvas excessivas associadas ao fenômeno El Niño afetaram a produção. Na primeira quinzena de setembro, o impacto da umidade foi ainda mais sentido, com uma queda na moagem superior a 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
Essas condições climáticas levaram consultorias a reduzirem as estimativas para a moagem total durante a safra de 2026/27. Além disso, espera-se que haja mais cana disponível para ser processada na próxima temporada, o que pode complicar ainda mais as operações das usinas já no início do período chuvoso.
Impactos Econômicos
- Redução da Produção: A queda na moagem de cana leva a uma diminuição tanto na produção de açúcar quanto de etanol, afetando negativamente o setor produtivo e as exportações brasileiras.
- Aumento dos Custos Operacionais: As condições climáticas adversas aumentam os custos operacionais das usinas, pois exigem mais tempo para a secagem da cana antes do processamento.
- Efeitos na Cadeia Produtiva: A redução na produção pode impactar negativamente toda a cadeia produtiva relacionada à cana-de-açúcar, desde os produtores até os consumidores finais.
A perspectiva de um maior volume de cana para ser moída no próximo ciclo agrícola acrescenta uma nova camada de desafios às usinas, que já enfrentam dificuldades com as condições climáticas atuais. Isso levanta questões sobre a capacidade do setor em impulsionar a produção de açúcar na atual safra, apesar da melhora nos preços globais.
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