Ação do Nubank sofre queda de 17% após reversão no trade eleitoral
O Nubank (NU), que inicialmente se beneficiou da expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições, teve uma reprecificação abrupta desde o dia 23 de outubro. A ação acumula queda de cerca de 17%, refletindo mudanças no cenário político e pressões sobre ativos que haviam subido com otimismo eleitoral.
XP Investimentos vê potencial em múltiplos desvalorizados
A corretora XP rebaixou a recomendação para US$ 17, mas defende que o mercado está cobrando um preço excessivamente baixo pelos ativos do banco digital. Hoje, o Nubank negocia a 12 vezes o P/L (preço sobre lucro) e a três vezes o valor patrimonial — múltiplos considerados incompatíveis com a qualidade do negócio pela XP.
Expansão nos EUA pode ser alavanca de longo prazo
Um dos pontos-chave da análise é a estratégia internacional do Nubank, especialmente no mercado norte-americano. Apesar do custo inicial de expansão e da pressão no curto prazo, a corretora acredita que o modelo operacional de baixo custo e a capacidade de concessão de crédito baseada em dados podem gerar vantagem competitiva.
Juros altos não ameaçam qualidade da carteira de crédito
Com a Selic projetada para 12,50% ao ano em 2027, o Nubank se mostra bem posicionado. Os indicadores de crédito do banco seguem saudáveis, com métricas resilientes e provisões robustas. A operação com duração curta permite ajustes rápidos à exposição ao risco, protegendo os resultados mesmo em cenários adversos.
Como isso afeta o seu bolso
Se você investe diretamente na ação do Nubank (NU) ou em fundos que possuem essa carteira, a volatilidade recente pode impactar sua renda. A XP estima potencial de valorização de 44% com base no novo preço-alvo, mas ressalta que os fundamentos atuais são mais resilientes do que o mercado sugere.
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